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Covid-19. Europa teme aumento de casos no Natal e aperta o cerco
Mundo 4 min. 15.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Europa teme aumento de casos no Natal e aperta o cerco

Covid-19. Europa teme aumento de casos no Natal e aperta o cerco

Foto: AFP
Mundo 4 min. 15.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Europa teme aumento de casos no Natal e aperta o cerco

Além do Luxemburgo, vários países europeus optaram por manter ou apertar as restrições durante as quadras festivas.

Com milhares de novos casos e centenas de novas mortes associadas ao novo coronavírus, a Europa está a pôr trancas à porta para evitar a propagação da pandemia que, além de uma crise sanitária, está a criar um vazio económico com um sem número de postos de trabalho afetados. Num equilíbrio difícil, a opção é apertar. Embora as fronteiras internas se mantenham abertas, os avisos repetem-se. 

A exigência de um teste negativo à entrada no país e a imposição de um período de quarentena de 10 a 14 dias são medidas dissuasoras. Atrações turísticas encerradas, recolheres obrigatórios e restauração limitada estão a esvaziar as cidades de visitantes. 

Até ao fim do ano as fronteiras com os países que não integram a União Europeia é para manter. Nas raras exceções, as visitas, obrigatoriamente essenciais, estão sujeitas à apresentação de um teste positivo, efetuado nas 72 horas anteriores. 

A grande preocupação continua a ser o eventual colapso dos diferentes serviços de saúde e das unidades hospitalares. A ordem manter ou apertar as restrições, ainda mais nas vésperas das quadras natalícias. 

Alemanha 

Com 500 mortes registadas nas últimas 24 horas, a Alemanha continua sem conseguir controlar o aparente descontrolo na propagação da doença que está a dominar a agenda política e económica há praticamente um ano. 

De quarta-feira em diante há mais seis semanas de restrições pela frente. Do confinamento parcial imposto há um mês, o país vizinho vai mesmo voltar ao confinamento total. Até 10 de janeiro, escolas e cresces têm ordem para manter as portas fechadas. Só há comércio essencial e limitação de pessoas no interior dos estabelecimentos. Máscara é obrigatória. Saídas não recomendadas e ajuntamentos totalmente proibidos. 

No que respeita à quadra natalícia, a orientação é que se dispensem os trabalhadores ou se concedam períodos de férias, dando também prioridade ao teletrabalho. Entre outras medidas, os encontros privados continuam limitados a um máximo de cinco pessoas, de não mais que dois domicílios. Entre 24 e 26 de dezembro serão permitidos encontros com outras quatro pessoas extra domicílio, desde que sejam parentes próximos. No Ano Novo não há festas nem foguetes.

França 

Em França, a nova rotina da covid-19 não difere muito. Sem conseguir travar a multiplicação do número de infetados, o país inaugura esta terça-feira o recolher obrigatório das 20h às 6h. A única excepção é a noite de Natal. 

Na passagem de ano, as festas também estão proibidas. Depois de um período de confinamento mais rigoroso há, no entanto, um conjunto de restrições que deixam de vigorar. As viagens entre concelhos e por todo o país e para o estrangeiro voltam a poder ser realizadas. Também no comércio, já se pode voltar a fazer compras de bens não essenciais.

Para já teatros e museus continuam encerrados. Restaurantes e bares deverão abrir a 20 de janeiro, caso o retrato geral não se agrave. 

Países Baixos

À semelhança alemã, os País Baixos impuseram um confinamento total nas próximas cinco semanas. Até 19 de janeiro só as farmácias, supermercados e bombas de combustível mantém a porta aberta. 

Com uma média de 10 mil novos casos por dia, o país também decidiu encerrar todos os estabelecimentos de ensino até 19 de janeiro. À exceção dos profissionais de saúde e da segurança, todas as atividades profissionais que envolvam contacto devem ser reduzidas ao máximo, continuando a recomendar-se o teletrabalho. 

Não há recolher obrigatório, só a recomendação de sair o menos possível, numa altura em que o país já começou a transferir doentes para os hospitais alemães, dada a rutura de alguns serviços. 


Agora é oficial. Medidas anti-covid 19 em vigor por mais um mês
O projeto de lei foi aprovado ao início da tarde desta terça com os 31 votos favoráveis dos partidos da maioria governamental (DP, LSAP e Déi Gréng).

Itália 

Ainda não há data nem documento oficial mas o regresso dos italianos ao confinamento mais apertado é cada vez mais apontado como solução para abrandar a propagação do vírus que já matou 65 mil pessoas desde março. 

De acordo com a imprensa local, a intenção dos governantes é tomar uma decisão em conformidade com a análise e as perspetivas da comunidade científica. Em cima da mesa estará um eventual recolher obrigatório ou mesmo uma espécie de confinamento nacional e o total nos dias do Natal e da passagem de ano. É o tudo por tudo para evitar uma terceira vaga em janeiro. 

Reino Unido  

Embrulhado nas negociações do futuro das relações do país com a União Europeia, o Governo britânico continua a enfrentar o balanço pesado do aumento exponencial do número de novos casos e mortes associadas à pandemia. Apesar da contestação, a decisão foi fechar a restauração e os bares. 

A incidência de contágios em 14 dias é agora de 348 casos por 100 mil habitantes e há diferentes níveis de restrições dependendo da área geográfica. 

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