Escolha as suas informações

Covid-19. Estudo aponta resistência da variante sul-africana à vacina da Pfizer
Mundo 2 min. 11.04.2021

Covid-19. Estudo aponta resistência da variante sul-africana à vacina da Pfizer

Covid-19. Estudo aponta resistência da variante sul-africana à vacina da Pfizer

AFP
Mundo 2 min. 11.04.2021

Covid-19. Estudo aponta resistência da variante sul-africana à vacina da Pfizer

Redação
Redação
A variante sul-africana "tem a capacidade, até certo ponto, de penetrar a proteção da vacina", segundo um estudo realizado em Israel. Mais do que a variante britânica.

Um estudo israelita divulgado hoje pela imprensa local revelou que a variante sul-africana do coronavírus é mais resistente do que a britânica à vacina da Pfizer/BioNtech, embora sem especificar o grau de resistência.

A investigação, que ainda não foi revista pelos pares e se baseou numa amostra de cerca de 800 pessoas, permitiu identificar que a percentagem de casos da estirpe sul-africana em comparação com a britânica era significativamente mais alta entre pessoas que tinham recebido ambas as doses da vacina face às que só tinham sido inoculadas com uma dose.

O estudo, realizado por investigadores da principal organização de saúde israelita, Clalit, juntamente com a Universidade de Telavive, identificou que entre os pacientes infetados ao fim de 14 dias de terem recebido a primeira dose da vacina, menos de 0,5% tinham contraído a estirpe sul-africana do vírus.

Este número resultou quase idêntico ao ser analisado um grupo de controlo, composto pela mesmo número de pacientes, de idades semelhantes e que não tinha recebido a vacina.

O que despertou a atenção foi que entre as pessoas que tinham sido contagiadas com o coronavírus passadas duas semanas da administração da vacina, a percentagem de pacientes portadores da estirpe sul-africana foi de 5,4%, enquanto no grupo de controlo de pessoas vacinadas o número foi de 0,7%.


Variante britânica já representa cerca de 70% dos casos no Luxemburgo
Ainda segundo o mais recente boletim de balanço das autoridades de saúde, sobre a covid-19, no país, a variante sul-africana está presente em quase um quarto das infeções.

“Isto significa que a variante sul-africana tem a capacidade, até certo ponto, de penetrar a proteção da vacina”, sublinhou Adi Stern, professora da Escola de Biomedicina da Universidade de Telavive e uma das autoras do estudo.

Mesmo assim vacina protege

Os investigadores apontaram, no entanto, que estes resultados não permitem precisar até que ponto a variante é resistente à vacina e enfatizaram que esta estirpe representa apenas 1% dos casos em Israel, onde foi realizado o estudo.

“É certo que as pessoas que estão vacinadas estão menos protegidas contra a variante sul-africana, mas a pequena quantidade de casos desta estirpe no país demonstra que a vacina os protege”, explicou à agência Efe Nadav Davidovitch, diretor da Escola de Saúde Pública da Universidade Ben Gurion e assessor do Governo na gestão da pandemia.


AstraZeneca. Luxemburgo entre os países europeus com menos reações reportadas
O Grão-Ducado reportou à plataforma de vigilância farmacológica europeia 40 casos de reações adversas, em termos gerais, à vacina do grupo anglo-sueco, em mais de 21 mil pessoas que tomaram a vacina, até à semana de 29 de março.

Segundo o especialista, apesar destes resultados serem significativos e deverem ser base para mais estudos, este estudo não contradiz as provas da Pfizer sobre a eficácia da vacina contra esta estirpe.

Estudo da Pfizer garante proteção

Este estudo de cientistas israelitas chegou a resultados distintos de um outro realizado pela farmacêutica Pfizer na África do Sul. A investigação, divulgada no início de abril,  aponta que a sua vacina continua a ser eficaz contra a covid-19 até seis meses após a segunda dose, citando resultados de ensaios clínicos realizados nesse país africano.  

  Estes são "os primeiros resultados clínicos a demonstrar que uma vacina pode proteger eficazmente contra as variantes atualmente em circulação, um facto essencial para alcançar a imunidade de grupo e pôr fim a esta pandemia na população mundial", realçou o diretor executivo e cofundador da BioNTech, Ugur Sahin, no comunicado sobre este estudo da Pfizer.  

Com LUSA

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas