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Covid-19. Distanciamento social poderá durar até 2022
Mundo 3 min. 15.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Distanciamento social poderá durar até 2022

Covid-19. Distanciamento social poderá durar até 2022

Federico Gambarini/dpa
Mundo 3 min. 15.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Distanciamento social poderá durar até 2022

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Um único confinamento não vai colocar fim à pandemia do novo coronavírus que pode regressar em picos, e alguns poderão ser graves, alerta um novo estudo. As restrições devem continuar até à vacina.

Enquanto não houver vacina eficaz para a covid-19 “a vigilância e o distanciamento social prolongado ou intermitente podem ser necessários até 2022”, defende um novo estudo científico publicado na revista Science sobre a dinâmica da transmissão do SARS-coV-2 no período pós-pandemia.

A investigação coordenada por um investigador de Harvard alerta que nova vaga desta pandemia poderá acontecer até 2024.

"Prever o fim da pandemia no verão [de 2020] não é consistente com o que sabemos sobre a propagação das infeções” pelo covid-19, frisa Marc Lipsitch, professor de epidemiologia em Harvard e co-autor do estudo.

O estudo indica que “surtos recorrentes de SARS-CoV-2 irão surgir no inverno” após a onda pandémica inicial, lê-se neste estudo. 


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Um novo balanço da revista científica Nature refere que há 115 vacinas candidatas, 73 das quais em fase exploratória ou pré-clínica e cinco já a serem testadas em pessoas.

Testes de anticorpos urgentes

 “As infecções propagam-se quando existem duas coisas: pessoas infetadas e pessoas suscetíveis. A menos que exista uma quantidade imensamente maior de imunidade do rebanho do que sabemos ... a maioria da população ainda é suscetível”, declarou este investigador.

Por isso, o planeta terá de continuar vigilante e os governos a adotar medidas para controlar a disseminação do novo coronavírus.

Para começar, estes cientistas defendem a “realização urgentes de testes sorológicos, para determinar a extensão e duração da imunidade à SARS-coV-2”, nas populações. “Mesmo no caso de eliminação aparente [da epidemia], a vigilância de SARS-CoV-2 deve ser mantida, pois um ressurgimento do contágio pode ser possível até 2024”, refere este estudo nas suas conclusões.

Distanciamento para salvar os doentes graves

A vigilância contínua e novos períodos de isolamento ou distanciamento social poderão ser necessários de modo a permitir o tratamento hospitalar dos doentes infetados, garantindo que as camas nos cuidados intensivos dos hospitais serão suficientes para os doentes graves. 


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Enquanto não se consegue colocar no mercado um método que previna a doença, estes testes de sangue são tidos como a "melhor arma" contra a covid-19.

CovidNo entanto, os governos terão de continuar a “ampliar a capacidade de cuidados críticos hospitalares”. Em países como Itália ou Espanha e regiões de França, o sistema hospitalar colapsou não conseguindo responder a todos os doentes.  Enquanto não for conseguida a vacina, há também que continuar a investigação de tratamentos eficazes.

Imunidade do rebanho

“Intervenções adicionais, incluindo capacidade ampliada de cuidados críticos e uma terapêutica eficaz, melhorariam o sucesso do distanciamento intermitente e acelerariam a aquisição da imunidade do rebanho”, lê-se nas conclusões do deste estudo.

Enquanto não houver vacina ou tratamentos verdadeiramente eficazes o distanciamento físico terá de ser sempre equacionado. Até pode ser possível relaxar esta medida periodicamente, sobretudo "no verão",  quando se conseguir manter os casos de infeção numa dimensão que os serviços de saúde possam suportar. Os riscos graves que a covid-19 representa para a saúde de algumas pessoas irão continuar a ser os mesmos, até que uma vacina ou um tratamento verdadeiramente eficaz esteja disponível.

O rasteamento dos contactos das pessoas infetadas e a quarentena também terão de continuar a decorrer até à chegada da vacina.

Desde dezembro, o novo coronavírus já matou 123.920 pessoas e infetou quase dois milhões em todo o mundo.

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