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Covid-19. Criadores Sputnik V sugere à AstraZeneca combinação das duas vacinas
Mundo 27.11.2020

Covid-19. Criadores Sputnik V sugere à AstraZeneca combinação das duas vacinas

Covid-19. Criadores Sputnik V sugere à AstraZeneca combinação das duas vacinas

Foto: John Cairns/University Of Oxford
Mundo 27.11.2020

Covid-19. Criadores Sputnik V sugere à AstraZeneca combinação das duas vacinas

Os investigadores russos convidaram a AstraZeneca a combinar as duas vacinas para aumentar a sua eficácia.

Os criadores da russa Sputnik V sugeriram à AstraZeneca a possibilidade de combinar ambas as vacinas para aumentar a sua eficácia contra o coronavírus. Esta reto foi lançado depois de o laboratório europeu ter anunciado a necessidade de mais investigação para desfazer algumas dúvidas sobre a proteção dessa vacina.

Através da sua conta no Twitter, os investigadores russos salientaram que o "regime da vacina AstraZeneca tem uma eficácia de 62%", percentagem medida no segundo grupo que recebeu duas doses completas da vacina.

E acrescentaram que "se optar por um segundo ensaio clínico, sugerimos que se teste um regime de combinações da AstraZeneca com o vector adenoviral humano injetado pela Sputnik para aumentar a eficácia".

A vacina desenvolvida pela empresa farmacêutica britânica é vista como uma das maiores esperanças para muitos países em desenvolvimento, devido ao seu preço mais barato e à sua capacidade de ser transportada a temperaturas normais dos frigoríficos.

O laboratório britânico e a Universidade de Oxford, que está a desenvolver este projeto, anunciaram na segunda-feira que, de acordo com os resultados dos ensaios clínicos realizados no Reino Unido e no Brasil, a sua vacina mostrou uma eficácia média de 70 por cento. No entanto, estes dados provêm de dois grupos diferentes.

Um grupo mais pequeno, ao qual foi administrada inicialmente meia dose e uma dose completa um mês mais tarde, acabou por ser 90% eficaz. Um segundo grupo muito maior, que recebeu duas doses da vacina com um mês de intervalo, mostrou uma eficácia de 62%.

Andrew Pollard, cientista da Universidade de Oxford, disse que a diferença poderia ser explicada pelo facto de que "ao dar uma primeira dose mais pequena estamos a preparar o sistema imunitário de forma diferente, estamos a prepará-lo melhor para responder".

Os cientistas reconheceram que a quantidade mais baixa inicialmente dada ao primeiro grupo se baseava num erro na dose que os investigadores decidiram mais tarde manter.

E que este grupo, para além de ser muito mais pequeno, tinha um limite de idade superior de 55 anos. Assim, para confirmar estes resultados, será realizado outro estudo internacional, anunciaram.

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