Escolha as suas informações

Covid-19. China regista 108 novos casos, o número mais alto desde março
Mundo 3 min. 13.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. China regista 108 novos casos, o número mais alto desde março

Covid-19. China regista 108 novos casos, o número mais alto desde março

Foto: AFP
Mundo 3 min. 13.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. China regista 108 novos casos, o número mais alto desde março

Lusa
Lusa
A maioria dos casos foi diagnosticado em chineses a residir na Rússia e que voaram de Moscovo para Vladivostok (leste) e entraram na China através do posto fronteiriço em Suifenhe.

A China registou 108 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, incluindo dez de contágio local, o número mais alto desde 28 de março, informou hoje a Comissão de Saúde do país.

Até às 00:00 de segunda-feira, morreram duas pessoas devido à covid-19, ambas na cidade de Wuhan, centro da epidemia, disse.

Os dez casos de contágio local ocorreram nas províncias de Guangdong, adjacente a Macau, no sul do país, e de Heilongjiang, na fronteira com a Rússia, e um novo centro de infeção na China devido ao fluxo de viajantes entre os dois países vizinhos.


Covid-19. Pandemia já matou mais de 112 mil pessoas no mundo inteiro
Pelo menos 375.500 pessoas já são consideradas curadas.

A cidade de Suifenhe, que fica do lado chinês da fronteira, e se encontra sob quarentena desde quarta-feira passada, registou já cerca de 200 casos confirmados e mais de 100 casos assintomáticos, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

A maioria dos casos foi diagnosticado em chineses a residir na Rússia e que voaram de Moscovo para Vladivostok (leste) e entraram na China através do posto fronteiriço em Suifenhe.

As autoridades chinesas destacaram vários médicos e funcionários de saúde para um hospital de campanha montado na última semana em Suifenhe, para tentar conter o surto.

As autoridades chinesas baniram a entrada de estrangeiros no país, no final do mês passado, mas muitos chineses radicados no exterior estão a voltar ao país, à medida que a doença alastra pelo resto do mundo, pelo que a China passou a contar com centenas de casos importados.

Segundo a Comissão de Saúde chinesa, 88 pacientes receberam alta após terem superado a doença, nas últimas 24 horas, mas devido às 108 novas infeções registadas, o número total de infetados no país asiático aumentou para 1.156, no segundo dia consecutivo de inversão de tendência de descida.

Entre os 1.156 casos de infeção "ativos", 121 estão em estado grave, indicaram.

O número total de infetados diagnosticados na China desde o início da pandemia é de 82.160, dos quais 3.341 pessoas morreram e, até ao momento, 77.663 pessoas tiveram alta, acrescentaram.

As autoridades chinesas referiram que 719.908 pessoas em contacto próximo com infetados estiveram sob vigilância médica na China, entre as quais 9.655 permanecem sob observação.

A pandemia da covid-19 já causou mais de 112 mil mortos e infetou mais de 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, os Estados Unidos são agora o país que regista o maior número de mortes (mais de 22 mil) e de infetados (mais de 555 mil).

O continente europeu, com mais de 932 mil infetados e 77 mil mortos, é o que regista o maior número de casos, e a Itália é o segundo país do mundo com mais vítimas mortais, contando 19.899 óbitos e mais de 156 mil casos confirmados.

Em Espanha, as autoridades sanitárias apontam 16.972 mortos e mais de 166 mil casos de infeção.

Além de Estados Unidos, Itália e Espanha, os países mais afetados são França, com 14.393 mortos (cerca de 132 mil casos), Reino Unido, com 10.612 mortos (84 mil casos), Irão, com 4.474 mortos (71 mil casos), China, com 3.341 mortos (82 mil casos), e Alemanha, com 2.673 mortes (120 mil casos).

Em África, há registo de 747 mortos e mais de 13 mil casos em 52 países.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

A China só registou 47 novos casos oriundos do exterior
Para impedir uma segunda vaga de contágios no país, o Governo chinês impôs uma quarentena rigorosa de 14 dias a quem entrar na China. A partir de hoje, quem chegar a Pequim vindo do exterior será submetido a testes laboratoriais, além de ser colocado em quarentena.