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Covid-19. Brasil regista 844 mortos e os Estados Unidos 1.754 nas últimas 24 horas
Mundo 4 min. 15.05.2020

Covid-19. Brasil regista 844 mortos e os Estados Unidos 1.754 nas últimas 24 horas

Covid-19. Brasil regista 844 mortos e os Estados Unidos 1.754 nas últimas 24 horas

AFP
Mundo 4 min. 15.05.2020

Covid-19. Brasil regista 844 mortos e os Estados Unidos 1.754 nas últimas 24 horas

Lusa
Lusa
Profissionais de saúde do Brasil denunciam faltas de condições e materiais médicos para a luta contra a pandemia.

O Brasil registou 844 mortos e 13.944 infetados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o maior número diário de novos casos desde o início da pandemia, informou na quinta-feira o Ministério da Saúde.

No total, o país sul-americano já ultrapassou os 200 mil casos confirmados da doença (202.918) e totaliza 13.993 óbitos.

Os números foram divulgados na noite de quinta-feira pelo Ministério da Saúde, que anunciou a recuperação de 79.479 doentes infetados pelo novo coronavírus, sendo que 109.446 continuam sob acompanhamento. Está ainda a ser investigada a eventual relação de 2.000 mortes com a doença covid-19.

O aumento no número de mortes no Brasil foi de 6,4%, passando de 13.149 na quarta-feira para 13.993 na quinta-feira. Já em relação ao número de infetados, o crescimento foi de 7,3%, passando de 188.974 para 202.918 casos confirmados de infeção.

São Paulo, epicentro da doença no país, totalizou 4.315 mortos e 54.286 infetados, seguindo-se o Ceará, com 1.413 vítimas mortais e 21.077 pessoas diagnosticadas com covid-19.

O terceiro estado a concentrar o maior número de casos é o Rio de Janeiro, que já contabilizou 2.247 óbitos e 19.467 casos de infeção.

Em todo o território brasileiro, apenas duas das 27 unidades federativas do país ainda não ultrapassaram a barreira dos mil casos da doença: Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.


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A seguir "virá um governo provisório", chefiado pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou a professora universitária brasileira e analista de política económica, Daniela Campelo, à Lusa.

Um inquérito inédito realizado pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil, divulgado pelo jornal O Globo, registou mais de duas mil denúncias de médicos que atuam na linha frente do combate ao novo coronavírus, que relataram falta de exames para detetar a doença, assim como ausência de equipamentos de proteção, como máscaras, luvas, batas ou até sabão para higienização.

O inquérito foi realizado via internet com médicos de todo o país entre os dias 30 de março e 06 de maio, sendo que as regiões que registaram mais queixas foram o sudeste (44%), nordeste (28%) e sul (12%), segundo O Globo.

Falta de equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas e batas (38%), falta de exames para deteção da doença e medicamentos (18,9%), carência de recursos humanos como médicos, enfermeiros e técnicos (13,7%), falta de material para higienização como sabonete líquido e desinfetantes (13,5%), falhas no processo de triagem (11%) e dificuldade de acesso a camas para os doentes (4,8%) foram os pontos mais denunciados pelos profissionais de saúde brasileiros.

Estados Unidos 

Os Estados Unidos registaram 1.754 mortos causados pela covid-19 nas últimas 24 horas, o que elevou o número total de óbitos para 85.813, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Nas últimas 24 horas foram identificados 26.593 casos, aumentando para 1.416.528 o número de contágios desde o início da pandemia.

O estado de Nova Iorque continua a ser o grande foco da pandemia nos Estados Unidos, com 343.051 infetados e 27.607 mortos, número semelhante ao da Espanha e apenas abaixo do Reino Unido e da Itália.

Somente na cidade de Nova Iorque, 20.406 pessoas morreram.


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O Presidente norte-americano aventou que poderia prolongar-se no poder durante mais nove ou 13 anos, o que iria contra a Constituição, que só admite um máximo de oito anos, quando se aproxima a data das eleições presidenciais.

Em Nova Jersey há a registar 142.704 casos confirmados e 9.946 mortes, enquanto o de Illinois contabiliza 87.937 infeções e 3.928 mortes. Já Massachusetts tem 82.182 contágios confirmados e 5.482 óbitos.

Outros estados norte-americanos com um grande número de mortes são Michigan, com 4.787, Pensilvânia, com 4.288, e Connecticut, com 3.219.

O Instituto de Métricas e Avaliações em Saúde da Universidade de Washington, cujos modelos para a evolução da pandemia servem de base para as previsões da Casa Branca, estimou que, no início de agosto, a pandemia terá causado 147 mil mortes nos Estados Unidos.

No Mundo

Pelo menos 300.140 pessoas morreram em todo o mundo por causa da pandemia da covid-19, 80% das quais na Europa e nos Estados Unidos, de acordo com o último balanço, às 20:30 de hoje, da agência France-Presse (AFP).

Deste total, 162.654 pessoas morreram na Europa, que contabiliza mais de 1,8 milhões de pessoas contagiadas pelo novo coronavírus.


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O investigador Paul Wilmes, da Universidade do Luxemburgo, explica porque o número de doentes infetados pode ser 10 vezes superior ao do oficial.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, os Estados Unidos são o país com o maior número de óbitos declarados por causa da pandemia (85.194), seguindo-se o Reino Unido (33.614), Itália (31.368), França (27.425) e Espanha (27.321).

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