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Corrida ao Remdesivir. EUA esgotam stock mundial do único medicamento certificado para combater covid-19
Mundo 2 min. 01.07.2020

Corrida ao Remdesivir. EUA esgotam stock mundial do único medicamento certificado para combater covid-19

Corrida ao Remdesivir. EUA esgotam stock mundial do único medicamento certificado para combater covid-19

YNA/dpa
Mundo 2 min. 01.07.2020

Corrida ao Remdesivir. EUA esgotam stock mundial do único medicamento certificado para combater covid-19

Nenhum outro país pode adquirir uma única dose do único medicamento certificado para tratar covid-19, pelo menos nos próximos três meses.

Os EUA esgotaram o stock mundial do único medicamento que recebeu luz verde da Agência Europeia do Medicamento para tratar pacientes infetados com o novo coronavírus. Nos próximos três meses, nenhum outro país pode adquirir remdesivir. Terminadas as primeiras 140 mil doses que a farmacêutica Gilead distribuiu para ensaios clínicos em todo o mundo, a a administração Trump comprou, nos últimos dias, 500 mil doses do medicamento. Contas feitas, o país mais afetado pela pandemia, encomendou "toda a produção da Gilead para julho e 90% de agosto e setembro", como relata o The Guardian. "Eles têm acesso à maior parte do stock de medicamentos [de remdesivir], e por isso não sobra nada para a Europa”, resumiu Andrew Hill, investigador da Universidade de Liverpool, citado pelos britânicos.  

O gesto está a alarmar a comunidade científica que teme uma repetição de padrão no momento em que se encontrar uma vacina para a covid-19. Sem qualquer mecanismo para evitar uma corrida "livre" ao mercado, Hill reduz o episódio a uma "amostra do que está para vir". 

A norte, o primeiro-ministro do Canadá apelou ao sentido de responsabilidade da Casa Branca. "Sabemos que é do nosso interesse trabalhar em colaboração e cooperação para manter os nossos cidadãos a salvo", declarou Justin Trudeau. 

"América Primeiro"

Do outro lado da fronteira, coube ao secretário para a Saúde e Serviços Humanos norte-americano explicar a opção de Washington. “Na medida do possível, queremos garantir que qualquer paciente norte-americano que precise de remdesivir consiga obtê-lo. O governo Trump está a fazer de tudo para aprender mais sobre esta terapêutica e para garantir que o povo norte-americano tem acesso a esta opção”, elogiou Alex Azar.  

Com mais de 2,5 milhões de casos confirmados, o país continua a liderar o ranking dos países mais afetados pela pandemia, acima do Brasil, Reino Unido, Itália e França. 

Além de esgotar o stock mundial do medicamento desenvolvido inicialmente para tratar o ébola, Trump invocou a Lei e Produção de Defesa para bloquear o envio de bens médicos fabricados nos EUA para o estrangeiro. Também na pandemia, a "América Primeiro". 

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