Escolha as suas informações

Correspondente da Lusa desmente Guaidó: Camiões com ajuda ainda não entraram na Venezuela
Mundo 4 2 min. 23.02.2019

Correspondente da Lusa desmente Guaidó: Camiões com ajuda ainda não entraram na Venezuela

Os dois camiões na fronteira entre Brasil e Venezuela.

Correspondente da Lusa desmente Guaidó: Camiões com ajuda ainda não entraram na Venezuela

Os dois camiões na fronteira entre Brasil e Venezuela.
Foto: AFP
Mundo 4 2 min. 23.02.2019

Correspondente da Lusa desmente Guaidó: Camiões com ajuda ainda não entraram na Venezuela

Nicolas Maduro encara a entrada desta ajuda humanitária como o início de uma intervenção militar por parte dos norte-americanos.

Dois camiões com ajuda internacional dos governos brasileiro e norte-americano ainda se encontram do lado brasileiro da fronteira com a Venezuela, em Pacaraima, testemunhou a agência Lusa, contrariando o anúncio de Juan Guaidó, de que o primeiro camião tinha entrado na Venezuela.

O Presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, anunciou hoje através da rede social Twitter que o primeiro camião, de dois, com ajuda humanitária proveniente do Brasil entrou na Venezuela.

“Anunciamos oficialmente que a primeira remessa de ajuda humanitária já entrou pela nossa fronteira com o Brasil”, escreveu Guaidó na rede social.

Mais tarde, e em declarações à Agência Lusa, a deputada da oposição venezuelana Yuretzi Idrogo precisou: "Estamos aguardando para passar a ajuda humanitária. O povo precisa. Os venezuelanos estão precisando disso hoje", disse à Lusa.

Dezenas de venezuelanos aguardam na fronteira do Brasil com a Venezuela, à volta de dois camiões com bens alimentares e 'kits' de material médico e medicamentos.

Segundo a deputada Yuretzi Idrogo, os populares estão na linha divisória da fronteira a aguardar indicações de uma comissão de deputados que estão em Santa Elena Uairen a negociar com as autoridades venezuelanas a entrada dos camiões.

"Há pelo menos quatro bloqueios militares em Santa Elena e estamos a protestar aqui para passar com a ajuda", acrescentou.

Foto: AFP

A deputada também disse que os venezuelanos que cercam os dois camiões protestam contra os ataques ocorridos na sexta-feira, quando indígenas da tribo Pemon, que vivem perto da fronteira, se envolveram em confrontos com militares venezuelanos.

Dos confrontos resultaram dois mortos e 15 feridos, todos com ferimentos de balas.

As vítimas faziam parte de uma comunidade indígena que defende a entrada de ajuda humanitária em território venezuelano.

Enquanto a deputada falava à Lusa era possível observar-se pelo menos 10 soldados venezuelanos a vigiar para tentar impedir a entrada na Venezuela a partir de áreas adjacentes à linha de fronteira, através de caminhos paralelos que existem na região e são usados por venezuelanos que tentam atravessar a fronteira, que foi encerrada sexta-feira por ordens do Presidente contestado Nicolás Maduro.

O Presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, assistiu hoje, na fronteira com a Colômbia, à partida simbólica de camiões com ajuda humanitária para a Venezuela.

“A ajuda humanitária vai a caminho da Venezuela”, afirmou Guiadó na fronteira em Cúcuta, Colômbia, cerca das 16h35 no Luxmeburgo no Luxemburgo (11h35 na Venezuela), minutos antes de subir a um camião com ajuda, numa cerimónia transmitida em direto pelas televisões.

Ao lado de Guaidó, estava o Presidente colombiano, Ivan Duque, que antes formalizou a entrega dos camiões com a ajuda humanitária.

Hoje é a data limite anunciada pelo autoproclamado Presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, para a entrada no país da ajuda humanitária reunida para a Venezuela.

Juan Guaidó, opositor de Maduro e reconhecido por mais de 50 países como Presidente interino do país, prometeu introduzir essa ajuda humanitária na Venezuela neste dia, numa operação para a qual estão mobilizados milhares de cidadãos.


Notícias relacionadas