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Coronavírus. Três cidades chinesas em isolamento
Mundo 3 min. 23.01.2020 Do nosso arquivo online

Coronavírus. Três cidades chinesas em isolamento

Coronavírus. Três cidades chinesas em isolamento

FOTO: AFP
Mundo 3 min. 23.01.2020 Do nosso arquivo online

Coronavírus. Três cidades chinesas em isolamento

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Organização Mundial de Saúde decide hoje se declara emergência internacional.

Três cidades chinesas estão em isolamento para conter o surto de coronavírus que terá começado na cidade de Wuhan. No total, 20 milhões de pessoas estão impedidas de sair de Wuhan, Huanggang e Ezhou por decisão das autoridades. A circulação de autocarros, metro e ferries foi suspensa e não há naquelas cidades aviões de passageiros a levantar voo.

Segundo notícia do jornal inglês The Guardian, os habitantes das cidades afetadas estão a açambarcar bens essenciais e não há movimento nas ruas. Por causa do excesso de procura, as farmácias já não têm máscaras de proteção.

Em Pequim foram cancelados vários eventos relacionados com o Ano Novo Lunar. Centenas de milhões de chineses viajam nesta altura do ano para as comemorações - naquela que é considerada uma das maiores deslocações periódicas de pessoas no mundo. Estas movimentações estão a causar uma preocupação acrescida de que o surto se transforme em epidemia.

Até ao momento, e desde meados de dezembro, houve 633 casos de coronavírus confirmados. Em Wuhan, a cidade onde o surto se iniciou - provavelmente no mercado de marisco e carne – foram registados 17 mortos. Segundo as autoridades chinesas, há 95 pacientes em estado crítico.


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O vírus já foi detetado em Taiwan, na Coreia do Sul, Tailândia, Japão, Macau e Hong Kong e houve igualmente um caso confirmado nos Estados Unidos. Os primeiros casos surgiram há cerca de um mês, em Wuhan, uma cidade industrial com cerca de 11 milhões de habitantes.

O novo coronavírus pertence à família do vírus do Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que entre 2002 e 2003 espalhou-se a partir da China e matou cerca de 800 pessoas. Na altura, as autoridades chinesas foram acusadas de negligência, tendo falhado medidas de contenção adotadas internacionalmente, e inclusive sonegaram informação à Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas neste novo surto, Pequim está a tomar medidas robustas para combater uma possível propagação em massa. E os seus esforços têm sido elogiados pelos técnicos desta agência da ONU.


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A 31 de dezembro de 2019, a OMS foi alertada para a existência de vários casos de pneumonias em Wuhan e uma semana depois as autoridades chinesas confirmaram a identificação de um novo coronavírus, denominado 2019-nCoV. Segundo o secretário-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, a atuação do ministro da saúde e do presidente chinês têm sido importantíssimas: "Têm tomado todas as medidas necessárias para responder ao surto".

O Comité de Emergência daquela organização estará reunido hoje de novo para avaliar a decisão de declarar emergência internacional de saúde. "É uma decisão muito séria, e só estou preparado para tomá-la depois de bem avaliada a situação", disse Tedros Ghebreyesus. 

O governo português alertou esta semana os cidadãos que viagem para a China e zonas próximas que se informem sobre a evolução de um novo vírus detetado naquele país e recomendou que se registem ou inscrevam no consulado.  


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