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Coronavírus. São Francisco declara estado de emergência
Mundo 2 min. 26.02.2020 Do nosso arquivo online

Coronavírus. São Francisco declara estado de emergência

Coronavírus. São Francisco declara estado de emergência

Foto: Wikipedia
Mundo 2 min. 26.02.2020 Do nosso arquivo online

Coronavírus. São Francisco declara estado de emergência

A cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, declarou o estado de emergência devido ao coronavírus depois de as autoridades de saúde alertarem que a sua propagação era inevitável.

O autarca de São Francisco, London Breed, anunciou o estado de emergência numa declaração na terça-feira afirmando, de acordo com o Independent, que "o quadro global" em torno do coronavírus estava "a mudar rapidamente" e que as autoridades da cidade "precisam de preparar-se". 

"Vemos o vírus a espalhar-se em novas partes do mundo a cada dia", disse, "e estamos a tomar as medidas necessárias para proteger os habitantes de São Francisco".

Ainda não há nenhum caso de coronavírus em São Francisco mas existem atualmente mais de 80.200 casos confirmados - a maioria dos quais na China - em todo o mundo, e mais de 2.700 mortes resultantes do novo vírus. 

O anúncio do chefe do governo local veio no seguimento das declarações dos responsáveis do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) que sugeriram que a propagação do vírus nos Estados Unidos já não era uma questão de se ia acontecer, mas de quando vai acontecer.

Nancy Messonier, diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias do CDC, afirmou em comunicado que “à medida que mais e mais países experimentam a propagação da doença, a contenção eficaz nas nossas fronteiras torna-se cada vez mais difícil." E acrescentou: "Não é uma questão de se isso vai acontecer, mas de quando isso vai acontecer e quantas pessoas neste país vão ter doenças graves".

A porta-voz também alertou para que "a perturbação da vida quotidiana pode ser grave", uma vez que o coronavírus continua a espalhar-se. As autoridades de saúde também afirmaram que querem que as pessoas comecem a pensar em diferentes tipos de medidas que possam evitar a propagação do vírus, incluindo o encerramento de escolas e o incentivo ao teletrabalho. Essas medidas foram tomadas durante a pandemia da gripe H1N1 de 2009.

"Parte da preparação é também uma população educada pensando no futuro", afirmou o secretário de Saúde e Serviços Humanos Alex Azar, de acordo com o Independent. "O risco imediato para a população norte-americana em geral continua baixo, mas tem o potencial de mudar rapidamente".

Azar destacou ainda que quase dois meses depois de os primeiros alarmes terem sido ativados, não há evidências de que o vírus se tenha espalhado para além de pacientes infetados no exterior e alguns parentes próximos. Autorizou controlos de viagem e quarentenas obrigatórias, acrescentando que cientistas do governo estão a trabalhar para desenvolver uma vacina e aperfeiçoar um teste para detetar o vírus.

"Não podemos fechar hermeticamente os Estados Unidos a um vírus e precisamos de ser realistas quanto a isso", reconheceu o responsável. "Teremos mais casos nos Estados Unidos e temos sido muito transparentes sobre isso". Se isso acontecer, "vamos trabalhar para mitigar esses casos."

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