Escolha as suas informações

Coreia do Norte dispara três mísseis em vésperas de visita de Biden
Mundo 2 min. 12.05.2022
Tensão

Coreia do Norte dispara três mísseis em vésperas de visita de Biden

Tensão

Coreia do Norte dispara três mísseis em vésperas de visita de Biden

Foto: Anthony WALLACE / AFP
Mundo 2 min. 12.05.2022
Tensão

Coreia do Norte dispara três mísseis em vésperas de visita de Biden

Bloomberg
Bloomberg
É o terceiro lançamento de mísseis este mês e antecede o encontro do presidente dos Estados Unidos com Yoon Suk Yeol, o recém-eleito presidente da Coreia do Sul, que já prometeu uma abordagem mais severa face ao vizinho do norte.

A Coreia do Norte lançou três mísseis balísticos de curto alcance a partir de uma área perto de Pyongyang em direção ao mar da sua costa ocidental, revelou a Coreia do Sul, que receberá na próxima semana a visita de Joe Biden.


Coreia do Norte garante que poderá usar armas nucleares 'de forma preventiva'
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, garantiu que o país poderá usar armas nucleares "de forma preventiva" se for ameaçado, avançou hoje a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

Os mísseis foram disparados esta quinta-feira às 18h29 locais (11h29 no Luxemburgo), percorreram 360 quilómetros e atingiram uma altitude de 90 quilómetros, acrescentaram os chefes do Estado-maior sul-coreanos.

É o terceiro lançamento este mês e acontece nas vésperas do encontro do presidente norte-americano com Yoon Suk Yeol numa visita oficial que arranca a 20 de maio com o objetivo de discutir a política relacionada com o vizinho do norte.  Por outro lado, este será um teste precoce ao governo de Yeol, que já havia prometido adotar uma postura mais rigorosa face à Coreia do Norte. 

Sul diz responder com "medidas severas"

O gabinete presidencial da Coreia do Norte, que convocou uma reunião de segurança imediatamente depois do disparo dos mísseis, disse em comunicado que "lamenta profundamente" o comportamento hostil da Coreia do Norte e acrescentou que tomaria "medidas severas" em resposta a ele.

A Coreia do Norte parece ter disparado os dispositivos de um grande lança-mísseis em intervalos de aproximadamente 20 segundos, relatou a comunicação social sul-coreana, incluindo a agência noticiosa local Yonhap, citando fontes não identificadas. 


Desfile em Pyongyang.
Coreia do Norte promete aumentar capacidade nuclear
A Coreia do Norte já realizou mais de uma dúzia de testes de armas este ano, incluindo o disparo de um míssil balístico intercontinental.

Os mísseis foram igualmente detetados pelo ministério da Defesa do Japão, tendo provavelmente aterrado fora da zona económica exclusiva do país, segundo a emissora japonesa NHK, que cita fonte das autoridades.

O lançamento surgiu horas depois de Kim Jong Un ter ordenado o confinamento da Coreia do Norte depois de ter sido detetado o primeiro caso de covid-19 desde o início da pandemia. Os especialistas em saúde têm tido algumas dúvidas sobre as declarações do governo sobre a inexistência prévia de casos da doença

Anúncio de caso covid pode sinalizar abertura

Yang Moo-jin, professor na Universidade de Estudos Norte-Coreanos em Seul disse que o anúncio do primeiro caso, esta quinta-feira, pode ser uma forma de Kim assinalar a abertura do regime a um eventual canal de ajuda humanitária com o mundo exterior.


A Coreia do Norte fechou completamente as fronteira desde o início da pandemia, há mais de dois anos.
Coreia do Norte em confinamento após primeiro caso de covid-19 em mais de dois anos
O dirigente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, impôs um maior isolamento no país, devido ao primeiro caso de covid-19, desde o início da pandemia, há mais de dois anos, noticiou esta quinta-feira a imprensa oficial.

Na passada quinta-feira, a Coreia do Norte disparou aquilo que pareceu ser um míssil balístico de médio-alcance, seguido do lançamento de um míssil balístico a partir de um submarino o sábado. Este será o ano com o maior número de mísseis lançados desde que Kim chegou ao poder.

Nos últimos meses, o regime de Kim testou uma variedade de mísseis com o objetivo de se evadir dos intercetores operados pelos Estados Unidos e aumentar a credibilidade da ameaça nuclear contra o país e os seus aliados na Ásia.


Notícias relacionadas