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Coreia do Norte confirma destruição de escritório de ligação entre as duas Coreias
Mundo 3 min. 16.06.2020 Do nosso arquivo online

Coreia do Norte confirma destruição de escritório de ligação entre as duas Coreias

Coreia do Norte confirma destruição de escritório de ligação entre as duas Coreias

AFP
Mundo 3 min. 16.06.2020 Do nosso arquivo online

Coreia do Norte confirma destruição de escritório de ligação entre as duas Coreias

Lusa
Lusa
A Coreia do Norte confirmou hoje a destruição do escritório de ligação com a Coreia do Sul, em Kaesong, como parte da sua decisão de "interromper todas as linhas de comunicação" entre os dois países.

A confirmação foi feita pela agência oficial da Coreia do Norte, a KCNA, poucas horas após a destruição dessa instalação ter sido relatada pela Coreia do Sul. "O escritório conjunto entre o Norte e o Sul foi completamente destruído hoje", referiu o texto da KCNA.

"Já interrompemos todas as linhas de comunicação entre as duas partes coreanas", disse a agência de notícias norte-coreana.

Segundo a KCNA, a decisão do regime de Pyongyang está em conformidade com as atitudes de "pessoas enfurecidas" e com a intenção de fazê-las "pagar um preço alto pelos seus crimes", uma aparente alusão à Coreia do Sul.

O texto não cita expressamente o motivo, mas a destruição desse escritório, crucial no processo de negociações entre as duas Coreias, ocorre num momento de crescente tensão entre Seul e Pyongyang pelo envio de balões com propaganda de ativistas sul-coreanos contra o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

O Ministério da Unificação sul-coreano já tinha hoje informado que a Coreia do Norte havia explodido o escritório de ligação com a Coreia do Sul em Kaesong, uma cidade perto da fronteira, aumentando a tensão na península coreana.

"A Coreia do Norte explodiu o escritório de ligação de Kaesong, às 14:49" (07:49 em Lisboa), disse o porta-voz do ministério sul-coreano encarregado das relações entre as duas Coreias, em comunicado.

Explosão no escritório que liga as duas Coreias.
Explosão no escritório que liga as duas Coreias.
AFP

Fotos da Agência de Notícias Yonhap, sul-coreana, mostraram fumo a sair do que parece ser um complexo de edifícios e a agência revelou que a área fazia parte de um parque industrial agora fechado, onde ficava o escritório de ligação.

A Coreia do Norte tinha ameaçado demolir o escritório à medida que intensificava a sua retórica sobre o fracasso de Seul em impedir que ativistas enviassem panfletos de propaganda através da fronteira.


Um homem passa pelo mural pela paz e reunificação no Parque Imjingak, perto da zona desmilitarizada na fronteira entre as duas coreias, na cidade de Paju.
Exército norte-coreano ameaça ocupar zona desmilitarizada
A Coreia do Norte ameaçou esta terça-feira enviar tropas para zonas limítrofes com o vizinho do Sul que tinham sido desmilitarizadas, após um acordo entre os dois países, assinado em 2018.

Alguns especialistas dizem que a Coreia do Norte está a manifestar a sua frustração porque Seul não pode retomar os projetos económicos conjuntos devido a sanções lideradas pelos EUA.

Em 2018, as Coreias abriram o seu primeiro escritório de contacto em Kaesong, para facilitar uma melhor comunicação e as trocas desde a sua divisão, no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Quando o escritório foi aberto, as relações entre as Coreias floresceram depois de a Coreia do Norte ter iniciado negociações sobre o seu programa de armas nucleares.

As forças armadas da Coreia do Norte ameaçaram, entretanto, voltar às zonas desmilitarizadas sob acordos de paz entre as Coreias.

Embora não tenha sido imediatamente claro quais as ações que os militares da Coreia do Norte poderiam tomar contra o Sul, o Norte ameaçou abandonar um acordo militar bilateral alcançado em 2018 para reduzir as tensões na fronteira.

As relações entre as Coreias começaram a ficar tensas desde o colapso de uma segunda cimeira entre o líder norte-coreano Kim Jong un e o presidente Donald Trump, no Vietname, no início de 2019. Esta cimeira falhou por causa de disputas sobre quantas sanções deveriam ser levantadas em troca do desmantelamento do principal complexo nuclear norte-coreano.

Kim Jong-un prometeu mais tarde expandir o seu arsenal nuclear, introduzir uma nova arma estratégica e superar as sanções lançadas pelos EUA, que disse sufocarem' a economia do país.

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