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Breves Mundo 3 min. 03.12.2022

O Consulado-Geral de Portugal em Joanesburgo vai encerrar para atendimento a partir de segunda-feira, devido a uma greve de seis semanas convocada pelo sindicato dos trabalhadores nas missões diplomáticas e postos consulares, disse hoje fonte consular à Lusa.

A greve conta com a “adesão a 100%” dos 14 funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), em Joanesburgo, e das duas funcionárias no posto consular na cidade portuária de Durban, que também estará encerrado para atendimento na província sul-africana de KwaZulu-Natal, sudeste do país, adiantou.

De acordo com a mesma fonte, apenas a cônsul-geral Graça Fonseca e três funcionárias externas ao MNE irão estar nas instalações em Joanesburgo à porta fechada.

As funcionárias consulares em Joanesburgo, a maior jurisdição consular no país com cerca de 200 mil portugueses registados, reivindicam aumentos salariais há mais de 10 anos, subidas de carreira que foram congeladas, correção cambial, entre outros, explicou a mesma fonte consular à Lusa.

No mês passado, as funcionárias do Consulado-Geral na capital económica da África do Sul manifestaram também as suas preocupações com os encargos acrescidos com a falta de segurança devido à elevada criminalidade no país, falta de transporte adequado e seguro, disparidades nos salários entre os quadros antigos e as contratações recentes, falta de pessoal efetivo, que consideram gritante, entre outros, ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, na sua primeira visita oficial ao país para contactar a comunidade portuguesa, salientou.

Contactada pela Lusa, a chancelaria não deu a conhecer até ao momento se a greve vai afetar o funcionamento da rede diplomática e consular em Pretória, a capital do país, e Cidade do Cabo.

De janeiro deste ano a julho, os postos consulares (Joanesburgo, Cidade do Cabo e Pretória) realizaram cerca de 21 mil atos consulares. Em termos de apoios sociais, foram concedidos cerca de 50 apoios desde 2017, segundo fonte do MNE português à Lusa.

A África do Sul enfrenta uma incerteza política após um escândalo de corrupção envolvendo o Presidente da República, Cyril Ramaphosa, que considerou demitir-se do cargo na quinta-feira.

Dados oficiais indicam que o desemprego é superior a 44,4% no país com mais de 60 milhões de habitantes, onde os cortes diários de energia e de água são cada vez mais frequentes devido à degradação de infraestruturas públicas.

A inflação anual dos preços ao consumidor na África do Sul atingiu um novo recorde de 7,8% em julho, o nível mais alto em 13 anos, mas a inflação anual para bens não duradouros também se situou em julho em 14,4%.

Na apresentação ao parlamento das estatísticas trimestrais do crime no país, em 23 de novembro, o ministro da Polícia da África do Sul, Bheki Cele, considerou que a criminalidade, agressão e a violência no país atingiram níveis “preocupantes”, com mais de 7.000 homicídios e 4.000 raptos reportados em três meses.

No período entre julho e setembro deste ano, a província do KwaZulu-Natal registou o maior número de homicídios com arma de fogo - 808 casos -, seguida de Gauteng com 768 casos, segundo o ministro sul-africano.

A greve dos trabalhadores nas missões diplomáticas e postos consulares, para decorrer entre 05 de dezembro deste ano e 12 de janeiro de 2023, foi decretada pelo Sindicato dos Trabalhadores Consulares, das Missões Diplomáticas e dos Serviços Centrais (STCDE) do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Dados oficiais do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul estimam em cerca de 700 mil pessoas a comunidade portuguesa e lusodescendente na maior economia africana, nomeadamente em províncias de grande densidade populacional como Gauteng, KwaZulu-Natal e Cabo Ocidental.

Breves Economia 27.01.2023

Perto de 400 agentes imobiliários poderão depender do desemprego parcial nos próximos meses. Quem o diz é o presidente da Câmara Imobiliária, Jean-Paul Scheuren.

Aos microfones da rádio pública 100,7, o responsável revela que esse número representa 30% a 40% dos trabalhadores do setor. Jean-Paul Scheuren sublinha que as agências imobiliárias estão a enfrentar dificuldades por causa da diminuição de venda de casas e não dispõem de reservas para compensar essas perdas.

A guerra na Ucrânia e a inflação são fatores com os quais ninguém contava, insiste o presidente da Câmara Imobiliária, por isso deixa a sugestão de recorrer ao desemprego parcial. 

No entanto, para já, ainda não é claro se as agências imobiliárias têm efetivamente direito ao desemprego parcial. Estão em curso discussões nesse sentido.