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Conselheira das comunidades pede demissão por não concordar com André Ventura
Mundo 11.02.2020

Conselheira das comunidades pede demissão por não concordar com André Ventura

Conselheira das comunidades pede demissão por não concordar com André Ventura

Mundo 11.02.2020

Conselheira das comunidades pede demissão por não concordar com André Ventura

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Luísa Semedo manifesta-se totalmente contra a ideologia do Chega não reconhecendo "legitimidade" ao seu deputado com quem não quer dialogar.

Luísa Semedo, conseilheira eleita por França e presidente do Conselho Regional da Europa das Comunidades Portuguesas (CRE-CCP) apresentou o seu pedido de demissão à secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, por considerar que as ideias do deputado do Chega “contrariam os valores de Igualdade, Justiça e Liberdade essenciais numa Democracia”. 

"Não lhe reconheço legitimidade, penso que é fruto de uma anomalia, de uma falha do nosso sistema democrático", avança na missiva onde apresentou a sua demissão formal.  

Na carta publicada na sua página do Facebook, esta conselheira diz já não conseguir continuar a representar os conselheiros das comunidades. “Enquanto portuguesa, mulher, emigrante, antifascista, afrodescendente e mãe sinto-me diretamente atacada pela ideologia disseminada” pelo Chega e “pelo seu representante”.

 “Não lhe reconheço legitimidade, penso que é fruto de uma anomalia, de uma falha do nosso sistema democrático. O racismo, o fascismo, o nazismo, o sexismo, a homofobia não são opiniões, são crimes”.

A também escritora lembra “todas as portuguesas e portugueses das comunidades que já são vítimas ou virão a ser de partidos e pessoas que defendem políticas discriminatórias” e das “nossas filhas e filhos luso-descendentes que detêm dupla nacionalidade e que poderiam também ser discriminados e incitados a serem devolvidos à sua terra por políticos que perfilham a mesma ideologia de André Ventura nos países de residência”.

Esta é a sua posição “pessoal” refere Luísa Semedo acrescentando que irá cumprir o seu mandato “até ao fim”.


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