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Inglesa nascida de uma violação consegue condenar o pai biológico no Reino Unido
Mundo 04.08.2021
Condenação histórica

Inglesa nascida de uma violação consegue condenar o pai biológico no Reino Unido

Condenação histórica

Inglesa nascida de uma violação consegue condenar o pai biológico no Reino Unido

Foto: Shutterstock
Mundo 04.08.2021
Condenação histórica

Inglesa nascida de uma violação consegue condenar o pai biológico no Reino Unido

AFP
AFP
Quarenta anos depois, um tribunal inglês condenou um homem a 11 anos de prisão por ter violado uma jovem de 13 anos, nos anos 70, que engravidou. A filha "decidiu pedir justiça para si e para a sua mãe".

Um homem de 74 anos foi condenado num tribunal britânico na terça-feira por ter violado uma menor há mais de 40 anos, graças à "determinação" da sua filha biológica, que forneceu provas de ADN. 

 Carvell Bennett foi considerado culpado por um tribunal de Birmingham, centro de Inglaterra, de violação de uma rapariga de 13 anos nos anos 70, e condenado a 11 anos de prisão. A decisão foi possível graças à "obstinação e determinação" da criança nascida do crime, que "procurou justiça neste caso para si e para a sua mãe", disse o Juiz Martin Hurst. 

 O arguido tinha 28 anos quando violou a adolescente que era baby sitter na altura.

Após a violação, a vítima ficou grávida e deu à luz uma menina aos 14 anos de idade, que entregou para adoção. A criança agora adulta, que não pode ser identificada para proteger a identidade da sua mãe, só descobriu a verdade sobre a sua conceção quando pôde aceder ao seu processo de adoção aos 18 anos. 

Descoberta "aterradora"

 Foi uma descoberta "aterradora", disse a britânica ao tribunal, lamentando ser o resultado "de uma das piores coisas que podem acontecer a alguém". 

 O caso foi silenciado pelas autoridades na altura da violação, segundo o juiz, e só foi reavivado depois de a filha da vítima ter feito campanha para uma reabertura da investigação e convencido a sua mãe biológica a apresentar queixa. 


#Metoo. Harvey Weinstein declara-se inocente em novo julgamento
O antigo produtor de cinema Harvey Weinstein declarou-se inocente na passada quarta-feira, perante um tribunal de Los Angeles, de 11 acusações de agressão sexual e violação apresentadas contra ele na Califórnia.

 Foi através de um teste de ADN que Carvell Bennett foi formalmente identificado como o pai, apesar de ter sempre negado a sua paternidade. "Porque ele escolheu violar uma criança, foi-me roubada a minha identidade e o crescimento junto da minha mãe e do meu pai", defendeu a britânica agora na casa dos 40 anos, salientando que sofre de "traumatismo intergeracional". 

 O acusado, que se recusou a pedir desculpa durante o julgamento, admitiu a relação sexual mas alegou que a vítima tinha consentido e que pensava que ela tinha 16 anos de idade. Uma alegação "ridícula", segundo o Juiz Hurst. 

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