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Comunidade internacional reage ao ataque à Síria
Mundo 3 min. 14.04.2018

Comunidade internacional reage ao ataque à Síria

Comunidade internacional reage ao ataque à Síria

Foto: AFP
Mundo 3 min. 14.04.2018

Comunidade internacional reage ao ataque à Síria

Vários líderes mundiais reagiram ao ataque dos EUA, França e Reino Unido à Síria, durante a madrugada.

"O uso de armas químicas é inaceitável e deve ser condenado. A comunidade internacional tem de idenificar e responsabilizar os autores dos ataques", escreveu o presidente da Comissão Europeia, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, na sua conta do Twitter. Jean-Claude Juncker, apelou a um cessar-fogo “duradouro” na Síria, respeitado por todas as partes e que permita uma” solução política” liderada pela ONU para que a paz no país seja alcançada.

“Nós estamos ao lado dos nossos aliados americanos, britânicos e franceses” que “assumiram as suas responsabilidades”, com uma “intervenção militar que era necessária e apropriada”, afirmou, em comunicado, Angela Merkel,  chefe do Governo da Alemanha.

Também a Arábia Saudita manifestou  o seu apoio aos ataques dos Estados Unidos, França e Reino Unido na Síria, considerando que são uma “resposta aos crimes do regime” sírio após o alegado ataque químico em Douma, afirmou um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita, citado pela agência oficial Spa. Riade lamentou que a comunidade internacional tenha “ficado impotente” e não tenha “agido firmemente” contra o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

Já o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, em comunicado, que os ataques à Síria foram realizados sem qualquer enquadramento legal e constituem um “ato de agressão contra um estado soberano”. Moscovo insiste que não existiu qualquer ataque com armas químicas por parte de Damasco e acusou as potências ocidentais de tentarem procurar uma desculpa para executarem o ataque.  O embaixador da Rússia em Washington, Anatoli Antonov, advertiu que este ataque “não ficará sem consequências”

A China criticou o ataque conjunto por considerar que viola a Carta das Nações Unidas e complica as negociações de uma solução para o conflito. “Qualquer ação militar unilateral sem o aval do Conselho de Segurança é contrária aos propósitos e princípios da Carta da ONU e viola os princípios e normas básicas do direito internacional”, afirmou em comunicado uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying.

O Governo iraniano advertiu para as “consequências regionais” do ataque ocidental à Síria, considerando-o uma “flagrante violação do direito internacional”. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Bahram Qasemi, denunciou, em comunicado, que o ataque realizado esta madrugada pelos Estados Unidos, Reino Unido e França ignora "a soberania e a integridade territorial da Síria".

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram hoje uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghuta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à “ação monstruosa” realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar “o tempo que for necessário”.

Peritos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) tinham previsto iniciar hoje uma investigação sobre o alegado ataque com armas químicas. A missão recebeu um convite do Governo sírio, sob pressão da comunidade internacional.

Mais de 40 pessoas morreram e 500 foram afetadas no ataque de 07 de abril contra a cidade rebelde de Douma, em Ghuta Oriental, que segundo organizações não-governamentais no terreno foi realizado com armas químicas.

A oposição síria e vários países acusam o regime de Al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco nega e o seu principal aliado, a Rússia, afirmou que o ataque foi encenado com a ajuda de serviços especiais estrangeiros.





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