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Como um cartão português me salvou na Coreia do Sul
Opinião Mundo 2 min. 04.12.2022
O poder das mulheres

Como um cartão português me salvou na Coreia do Sul

Visita do Grão-Duque Herdeiro, Guillaume e do ministro da Economia Luxemburguês, Franz Fayot ao Palacio Real de Seul.
O poder das mulheres

Como um cartão português me salvou na Coreia do Sul

Visita do Grão-Duque Herdeiro, Guillaume e do ministro da Economia Luxemburguês, Franz Fayot ao Palacio Real de Seul.
SIP
Opinião Mundo 2 min. 04.12.2022
O poder das mulheres

Como um cartão português me salvou na Coreia do Sul

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Nenhum dos meus cartões luxemburgueses passou no aparelhinho de um taxista em plena Seul.

Eu sei que estava a nove mil quilómetros de distância. Que fiz cerca de 13 horas de avião para chegar ao outro lado do mundo.  Que o taxista não percebia nada do que eu dizia. Que eu não percebia nada do que ele me dizia. Mas bastou parar à porta do meu destino, um hotel, numa das muitas avenidas de Seul e virar-se para trás, para perceber que estava na hora de pagar a conta de não sei quantos mil wons coreanos. Instintivamente abri a carteira e, orgulhosa,  tirei o meu cartão bancário luxemburguês. Voltado para trás o taxista rapidamente me estendeu uma pequena máquina branca que parecia tirada da série Espaço1999. E lá passou o cartão. Na primeira tentativa. Nada. Deve ser do aparelhinho, pensei eu. Voltei a estender o cartão. E ele lá voltou a tentar passá-lo. Nada. Vamos lá tentar com um segundo cartão luxemburguês. Depois de mais duas tentativas nada. E o senhor da entrada do hotel onde me encontrava a abrir-me a porta do táxi. E o taxista a olhar para mim com um ar desconfiado. E eu a imaginar-me já interpelada pela polícia sul-coreana, detida numa esquadra do outro lado do mundo porque não tinha conseguido pagar a conta. Quando… lembrei-me do meu cartão de um banco português que quase nunca utilizo.  Sem muita esperança que funcionasse estendi-o ao taxista. E para minha surpresa…funcionou!

É um dos mistérios que há muito tempo me assalta. Porque é que o país mais rico do mundo, a segunda praça de fundos de investimento do mundo, tem um sistema de cartões bancários tão arcaico, a comparar com o sistema português. Pois que as caixas ATM no Luxemburgo dão para levantar dinheiro e nada mais. Enquanto os Multibanco portugueses só falta mesmo cozinhar.... dão para pagar contas, transferir dinheiro, carregar telemóveis, comprar bilhetes de comboio e até pagar dívidas fiscais.

Quanto à Coreia do Sul - onde fui acompanhar a Missão Económica liderada pelo Grão-Duque Herdeiro - guardo a memória de uma cidade altamente tecnológica, cheia de luzes de Natal e que nunca para. Onde edifícios históricos convivem com a arquitetura dos arranha céus do futuro, na quarta maior megalópole do mundo com mais de dez milhões de habitantes. Pessoas simpáticas, delicadas e que fazem tudo para nos orientar. Foram 72 horas em terras do Oriente, cheias de surpresas e de algum desrespeito pelos jornalistas, por parte das autoridades locais. À última da hora cancelaram a presença dos jornalistas no Fórum Espaço da Coreia, onde esteve presente o presidente coreano.

 

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