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Comissário luxemburguês diz que é "uma grande sorte" Portugal liderar a UE
Mundo 2 min. 05.03.2021

Comissário luxemburguês diz que é "uma grande sorte" Portugal liderar a UE

Comissário luxemburguês diz que é "uma grande sorte" Portugal liderar a UE

Pedro Fiuza/ZUMA Wire/dpa
Mundo 2 min. 05.03.2021

Comissário luxemburguês diz que é "uma grande sorte" Portugal liderar a UE

A presidência portuguesa, neste semestre, é vista por Nicolas Schmit como uma mais-valia para uma Europa comprometida com a dimensão social na recuperação da crise de covid-19.

“Uma grande sorte”. É assim que o comissário europeu Nicolas Schmit define o facto de ser Portugal a presidir ao Conselho da União Europeia (UE) este semestre.

Numa altura em que Bruxelas pretende reforçar a dimensão social no cenário de pós-crise da covid-19, o luxemburguês considera que a presidência portuguesa é uma vantagem.


Nicolas Schmit, Bruxelas
Comissão lança meta de 78% de adultos com emprego e menos 15 milhões de pessoas na pobreza em 2030
Os objetivos de curto e longo prazo da Europa social foram apresentados pelo comissário europeu luxemburguês, Nicolas Schmit.

“Devo dizer que – e não é porque sou bom amigo de muitos responsáveis portugueses – é uma grande sorte ter uma presidência como a portuguesa”, afirma o comissário europeu para o Emprego e Direitos Sociais, em entrevista à Lusa, a propósito do novo plano de ação para implementação do Pilar Europeu dos Assuntos Sociais, divulgado esta quinta-feira.

Nicolas Schmit considera que a presidência portuguesa da UE “está muito comprometida, é muito europeia e tem uma forte vontade política de fixar a dimensão social nas políticas europeias”.

“Penso que a presidência portuguesa está a promover bastante a transição económica e a recuperação da Europa, mas sabe que isso só pode ser conseguido e bem-sucedido se a dimensão social estiver no seu cerne”, adianta o responsável luxemburguês, membro do Partido Operário Socialista do Luxemburgo.

 O comissário europeu, que defende também um salário mínimo europeu e já tinha elogiado Portugal por aumentar regularmente o seu salário mínimo, diz ainda acreditar que a presidência portuguesa da UE contribuirá para alcançar consenso entre os Estados-membros sobre a definição de salários mínimos europeus, esperando que daí resulte um “forte sinal” para os trabalhadores.

“Confio na presidência portuguesa para fazer o seu melhor para atingir progressos neste importante dossiê”, afirma, acrescentando que um acordo seria "um forte sinal para milhões de trabalhadores na Europa" e "iria aumentar o nível de confiança, que é o que tentaremos fazer de forma mais geral com o plano de ação”, sublinhou.


Nicolas Schmit. "A crise não pode ser a oportunidade para reduzir direitos"
O comissário europeu luxemburguês, com a pasta do Emprego, quer que nos próximos meses a agenda social esteja no topo das prioridades para proteger os trabalhadores e os mais pobres da crise que se apresenta mais profunda, agora que a Europa volta a confinar.

No final de 2020, numa entrevista ao Contacto, Nicolas Schmit deixou o alerta de que a pandemia "não pode ser a oportunidade para reduzir direitos", defendendo que a agenda social devia estar no topo das prioridades das políticas europeias para proteger os trabalhadores e os mais pobres da crise que se aprofundou nestes primeiros meses de 2021, com a agravamento da covid-19 um pouco por toda a Europa.

A Comissão Europeia apresentou ontem o seu plano de ação relativo ao Pilar dos Direitos Sociais.

Entre os objetivos de curto e longo, apresentados pelo comissário europeu luxemburguês, estão ter 78% dos adultos com emprego e menos 15 milhões de pessoas na pobreza, na UE, até 2030.

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