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Coligação em Itália colapsa e Salvini quer eleições antecipadas
Mundo 2 min. 09.08.2019

Coligação em Itália colapsa e Salvini quer eleições antecipadas

Coligação em Itália colapsa e Salvini quer eleições antecipadas

Foto: AFP
Mundo 2 min. 09.08.2019

Coligação em Itália colapsa e Salvini quer eleições antecipadas

O mal-estar entre o Liga de Salvini e o Movimento 5 Estrelas de Di Maio era notório há alguns meses.

A coligação governamental em Itália – entre o Liga (extrema-direita) e o Movimento 5 Estrelas (antisistema) – desfez-se e o líder do Liga, Matteo Salvini quer eleições antecipadas. O acordo entre os dois partidos durou pouco mais de um ano.

O desfecho já era esperado, depois de meses de mal-estar entre os partidos. O líder do Liga, Matteo Salvini estava nos últimos dias a pressionar o Governo para aprovar as suas propostas. Uma das pretensões do Liga era, segundo o jornal italiano Corriere della Sera citado pela Bloomberg, uma reforma governamental e a substituição de alguns ministros como o das Finanças, Giovanni Tria, e o dos Transportes, Danilo Toninelli.


Salvini aumenta pressão sobre governo italiano
“Como num casamento, se se passa mais tempo a discutir e a trocar insultos do que a fazer amor, o melhor é olhar nos olhos e tomar uma decisão adulta”, afirmou Salvini, acrescentando que as decisões poderiam ser tomadas “nas próximas horas”.

A divisão entre os dois partidos foi também notória durante a votação na passada quarta-feira, no parlamento, de uma proposta sobre o comboio de alta velocidade que ligaria Itália (Turim) e França (Lyon). O projeto contou com os votos contra do Movimento 5 Estrelas, liderado por Luigi Di Maio).

Salvini afirmou, citado pelo The Guardian, que “os italianos precisam de certezas e de um governo que faça as coisas, não de um ‘Sr. Não’”. “Não queremos assentos extra ou ministros, nem remodelações ou governos interinos. Depois deste governo (que fez tantas coisas positivas), a única opção são eleições”, disse.

O vice-primeiro-ministro adiantou que pediu então ao primeiro-ministro, Giuseppe Conte, que convocasse o parlamento, para oficializar o facto de já não haver uma maioria. Na resposta, Conte afirmou que não cabe a Salvini convocar o parlamento e que não é ele quem dita os passos da crise política. Por sua vez, o líder o Movimento 5 Estrelas e também vice-primeiro-ministro, Luigi Di Maio, afirmou que está pronto para regressar às urnas, considerando que “o Liga ridicularizou os italianos”.

Salvini tem ameaçado com eleições antecipadas há algumas semanas, numa altura em que o Liga chega aos 39% nas sondagens e o Movimento 5 Estrelas se fica pelos 15%. O Liga também teve bons resultados nas eleições europeias, conseguido 24% dos votos, com o seu parceiro de coligação a ficar-se pelos 17%.

O parlamento italiano está parado parado para férias, mas pode voltar a reunir na próxima semana. O governo não cai a não ser que haja uma moção de censura ou que Conte se demita. Caberá depois ao presidente Sergio Matarella decidir se avança para eleições antecipadas ou se opta por um governo interino, suficiente para fazer passar o Orçamento do Estado para 2020.


P.C.S. com agências


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