Coletes amarelos. Quase 100 lojas destruídas em Paris
Manifestação de ontem deixou rasto de destruição, sobretudo em lojas de luxo. Presidente da Câmara exige explicações ao Governo. Macron promete agir.
Quase uma centena de lojas sofreu com a passagem da manifestação dos coletes amarelos ontem na cidade de Paris. Hoje intensificavam-se trabalhos de limpeza e recuperação de montras e fachadas onde estavam bem visíveis as marcas da destruição a que foram submetidas.
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Oito dezenas de lojas, sobretudo de produtos de luxo, foram danificadas durante a manifestação dos coletes amarelos ontem em Paris.
Foto: AFP
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Oito dezenas de lojas, sobretudo de produtos de luxo, foram danificadas durante a manifestação dos coletes amarelos ontem em Paris.
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Oito dezenas de lojas, sobretudo de produtos de luxo, foram danificadas durante a manifestação dos coletes amarelos ontem em Paris.
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Oito dezenas de lojas, sobretudo de produtos de luxo, foram danificadas durante a manifestação dos coletes amarelos ontem em Paris.
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Oito dezenas de lojas, sobretudo de produtos de luxo, foram danificadas durante a manifestação dos coletes amarelos ontem em Paris.
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Oito dezenas de lojas, sobretudo de produtos de luxo, foram danificadas durante a manifestação dos coletes amarelos ontem em Paris.
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Oito dezenas de lojas, sobretudo de produtos de luxo, foram danificadas durante a manifestação dos coletes amarelos ontem em Paris.
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Em causa estão 80 lojas, sobretudo de marcas de luxo, que foram objeto da fúria destruidora de alguns dos milhares de manifestantes que ontem participaram nos protestos contra a desigualdade social que Emmanuel Macron é acusado de promover. A polícia dá conta de terem sido feitas duas centenas de detenções, enquanto Anne Hidalgo, presidente da Câmara parisiense, mostrou-se indignada em entrevista ao jornal Parisien que pretende reunir-se com o primeiro-ministro, Edouard Philippe. "É preciso sair deste pesadelo, desta vez basta! Exijo respostas e explicações do Governo, mesmo que isso não desculpe em nada a violência. Assisti a cenas inacreditáveis e vi muitas lojas destruídas. Aquilo que se passou é de uma violência inaudita. Penso nos cidadãos, nos bombeiros, nas forças da ordem", disse.
Entretanto, cercado por críticas da oposição, o Presidente Emmanuel Macron encurtou o fim de semana que pretendera dedicar à prática de esqui e regressou à capital francesa, prometendo agir depois de se reunir na célula de crise com o ministro do Interior, Christophe Castaner. Hoje, ao final da tarde, Edouard Philippe e Christophe Castaner vão encontrar-se para que sejam colocadas em prática as próximas medidas destinadas a reforçar a segurança nos dias das manifestações dos coletes amarelos.
A resposta da polícia francesa ao protesto dos coletes amarelos no sábado foi "um fracasso", reconheceu um dos agentes de segurança que se reuniu com Macron e o secretário de Estado do Interior, Laurent Nuñez.
Milhares de 'coletes amarelos' franceses manifestaram-se hoje, pela 15.ª vez, em Paris, nos jardins do castelo Chambord e nos Campos Elísios, apesar do declínio desta revolta popular contra a política Presidente Emmanuel Macron.
O anúncio desta baixa nos impostos, que o executivo até agora rejeitou fortemente, acontece depois de três semanas de bloqueios e manifestações violentas em todo o território francês, que culminaram com cenas de tumultos em Paris no sábado.
A violência que ocorreu no sábado em Paris durante a manifestação dos "coletes amarelos" provocou 133 feridos e 412 pessoas foram detidas, das quais 378 ficaram sob custódia policial, segundo dados de hoje da polícia francesa.
Os violentos confrontos nos Campos Elíseos, em Paris, à margem da manifestação dos "coletes amarelos" levaram hoje a "mais de 107 detenções" disse o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, que afirmou estar "chocado” com as cenas de "violência raramente vistas”.
A pedido do Ministério Público, o juiz de instrução do tribunal de Trier emitiu um mandado de captura contra o acusado de 51 anos de idade por suspeita de homicídio em 5 casos e tentativa de homicídio e danos corporais graves em mais 18 casos.
Jacinda Ardern considera que as alterações climáticas são "um dos maiores desafios do nosso tempo" e disse no Parlamento que a moção é uma "declaração baseada na ciência".
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