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Coletes amarelos: no dia em que uma retroescavadora entrou num ministério
Mundo 3 min. 06.01.2019

Coletes amarelos: no dia em que uma retroescavadora entrou num ministério

Coletes amarelos: no dia em que uma retroescavadora entrou num ministério

Foto: AFP
Mundo 3 min. 06.01.2019

Coletes amarelos: no dia em que uma retroescavadora entrou num ministério

Macron promete dureza no dia em que as Manifestações mobilizaram 50 mil pessoas em toda a França. Em Paris, porta de um ministério foi arrombada com auxílio de um veículo das obras, obrigando o porta-voz do governo a fugir.

 O presidente francês, Emmanuel Mácron, garantiu sábado à noite que a “justiça será feita” face à “extrema violência” contra a República num sábado que registou, em todo o país, o número recorde de 50 mil “coletes amarelos”.

Na rede social Twitter, o governante notou como “mais uma vez, uma extrema violência atacou a República – os seus guardiões, os seus representantes, os seus símbolos”, depois de manifestantes terem tentado forçar a entrada em vários ministérios, em Paris.

“Os que cometem estes atos esquecem o coração do nosso pacto cívico. Justiça será feita”, garantiu Macron, apelando a que todos voltem ao caminho de promoção do debate e do diálogo.

O denominado VIII ato dos “coletes amarelos”, em França, contou hoje com 50 mil participantes, passando a deter o recorde de manifestantes, que têm exigido alterações nas políticas e causado inúmeros distúrbios.

O ‘pico’ dos protestos tinha sido registado no sábado passado, com 32 mil pessoas, segundo os números oficiais do ministério francês do Interior, que desdramatizou os dados.

“Cinquenta mil são um pouco mais do que uma pessoa por comuna em França. Essa é a realidade do movimento dos “coletes amarelos” hoje. Pode-se ver que não é um movimento representativo em França”, disse o ministro do Interior, Christophe Castaner, que também condenou os confrontos que surgiram à margem das manifestações.

O anterior balanço, feito pelas 15:00 locais (14:00 de Lisboa), referia 25 mil pessoas em toda a França, segundo a polícia.

A autarquia de Paris referiu que um total de 101 pessoas foram detidas em Paris e 103 interrogadas pela polícia.

Os confrontos verificaram-se em alguns pontos da capital francesa, com a polícia a ter de bater em retirada em alguns pontos. 

Em Paris, o porta-voz do Governo francês, Benjamin Griveaux, teve de ser retirado do seu gabinete, em Paris, na tarde de sábado depois de uma violenta entrada com uma retroescavadora no edifício localizado na rua de Grenelle.

A notícia foi avançada pelo jornal Parisien e confirmada pela agência France Presse, que citou o responsável, apelidando a situação de “agressão inaceitável”.

Havia ‘coletes amarelos’, pessoas vestidas de preto, que com uma máquina de construção, que estava na rua, arrombaram a porta do ministério e estragaram dois carros”, segundo Griveaux, que garante que o ataque foi contra a “República e as instituições”.

"Este ministério é o ministério dos franceses e do equilíbrio das instituições. Isto é grave, mas deve ser mantida a calma”, afirmou o secretário de Estado Adjunto, que responsabilizou por este ato quem “pede insurreição”.

Os confrontos entre as forças de segurança e manifestantes, nesta oitava mobilização repetiram-se por várias cidades francesas, como nas localizadas a Oeste: Ruão, Caen e Nantes, enquanto em Rennes um grupo destruiu uma porta de acesso à autarquia.

Para sudoeste no mapa do país, cerca de 4.600 "coletes amarelos" marcharam nas ruas de Bordéus, onde o nível de mobilização se mantém alto e mais uma vez se repetiram confrontos entre manifestantes e forças da ordem.

Com a chegada da noite, a polícia interveio e deteve várias pessoas, havendo o registo de várias montras partidas.

O Governo francês acusou na sexta-feira o movimento dos "coletes amarelos" de estar a ser instrumentalizado por grupos de agitadores que pretendem derrubar o executivo.

Com Lusa


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