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Coletes amarelos em "marcha pacífica" até Paris para exigir referendo

Coletes amarelos em "marcha pacífica" até Paris para exigir referendo

Foto: AFP
Mundo 08.02.2019

Coletes amarelos em "marcha pacífica" até Paris para exigir referendo

Os coletes amarelos do sudeste da França anunciaram esta sexta-feira uma “marcha pacífica” até Paris, onde esperam reunir-se com manifestantes de outras partes do país para exigir um referendo de iniciativa cidadã (RIC) “sem restrições”.

Os primeiros passos vão ser dados no domingo, em Boulou, junto à fronteira com Espanha, por cinco ou seis membros dos coletes amarelos, enquanto no dia 16 sairá um segundo grupo de Marselha, estando previsto a chegada de ambos à capital francesa no dia 17 de março.


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A violência chegou às ruas de Paris, França parece em plena guerra. No próximo sábado os manifestantes prometem tomar o Eliseu.

“Estamos em contacto com outras colónias de coletes amarelos que sairão da Bretanha (noroeste), Dunquerque (norte), Bordéus (sudoeste) ou Estrasburgo (este) para que se juntem a nós na capital. Queremos um RIC sem restrições, lutamos pela justiça fiscal e social, ecologia e apoiamos manifestantes que sejam vítimas de violência policial e decisões judiciais abusivas”, disse Sarah Chabut, membro do movimento em Gard, no sul.


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Jérôme Rodrigues, lusodescendente, foi sujeito a uma operação de cinco horas, não sabendo ainda se vai manter a vista no olho direito depois de ter sido atingido por uma granada de gás lacrimogéneo na manifestação de sábado na Praça da Bastilha, em Paris.

O designado movimento dos coletes amarelos, que já apresentou uma lista às eleições para o Parlamento Europeu, surgiu em França em novembro para contestar o aumento do preço dos combustíveis e a perda de poder de compra dos franceses, alargando-se depois a outras questões.


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Veja as imagens daqueles que chegaram a Kirchberg para contestar a "evasão fiscal".

Desde 17 de novembro milhares de pessoas têm-se manifestado todos os sábados envergando coletes refletores de segurança rodoviária. Algumas dessas manifestações degeneraram em violência, com automóveis e contentores de lixo incendiados e confrontos com as forças policiais, que fizeram pelo menos dez mortos e milhares de feridos.

Lusa


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