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Clube alemão despede jogador turco por apoiar ofensiva na Síria
Mundo 2 min. 15.10.2019

Clube alemão despede jogador turco por apoiar ofensiva na Síria

Clube alemão despede jogador turco por apoiar ofensiva na Síria

Foto: Christian Charisius/dpa
Mundo 2 min. 15.10.2019

Clube alemão despede jogador turco por apoiar ofensiva na Síria

O Sankt Pauli, da 2.ª liga alemã, rescindiu com Cenk Sahi que apoiou nas redes sociais a ofensiva turca contra as forças curdas no norte da Síria.

A histórica formação de Hamburgo anunciou na segunda-feira que o seu jogador turco, Cenk Sahi, não fazia mais parte do plantel. Conhecido pelo forte cunho antifascista dos seus adeptos, o clube que atualmente joga na 2.ª liga alemã decidiu despedir o atleta depois de ter apoiado publicamente a ofensiva turca no norte da Síria contra os curdos. 

A polémica instalou-se no Sankt Pauli e os sócios criticaram duramente Sahi que não quis voltar atrás nas declarações que fez no Instagram: "Estamos do lado dos nossos soldados heróicos e do nosso. Vocês estão nas nossas orações!”

Com uma tradição pacifista e de esquerda, o clube ainda tentou vender o jogador mas viu-se obrigado a despedi-lo depois de perceber que o futebolista não se arrependeu dos comentários na internet.

Contudo, as declarações nacionalistas de Cenk Sahin suscitaram o interesse do clube turco Fatih Karagumruk e pode estar prestes a regressar aos relvados, desta vez na Turquia.

Confrontos entre curdos e turcos

O Governo alemão pediu esta terça-feira moderação após um protesto contra a ofensiva militar turca na Síria ter originado confrontos entre curdos e turcos em Herne, no oeste da Alemanha.

"Somos responsáveis por garantir que o conflito na Síria não se torna um conflito na nossa sociedade e não ameaça a nossa coexistência pacífica", afirmou a comissária para a Emigração, Refugiados e Integração alemã Annette Widmann-Mauz, durante uma entrevista ao grupo Funke.

A comissária espera que todas "as partes, em particular organizações de migrantes e comunidades religiosas, assumam as suas responsabilidades e contribuam com moderação", acrescentou, após os confrontos em Herne.

Por volta das 19:00 de segunda-feira (18:00 em Lisboa), cerca de 350 manifestantes curdos fizeram uma marcha de protesto no centro de cidade operária de Herne, passando por um café de comerciantes turcos.

Em comunicado, a polícia local declarou que os manifestantes foram "provocados por gestos" feitos pelas pessoas sentadas no bar. "Depois disso, os manifestantes atacaram o café, ferindo duas pessoas", acrescentou. Os manifestantes foram atingidos por uma garrafa lançada por outro grupo de comerciantes turcos.

De acordo com a polícia, "o ambiente aqueceu" e os manifestantes invadiram o estabelecimento, destruindo parte da loja. Cinco pessoas, incluindo um polícia e um cliente, ficaram levemente feridas. O direito à manifestação é um direito fundamental, mas não "justifica de maneira alguma a violência e a agressão", afirmou o chefe da polícia.

As autoridades informaram hoje que em Berlim um turco de 30 anos, que vestia um casaco com a bandeira da Turquia, foi atacado por um grupo de 15 pessoas. Os atacantes falavam em árabe e alemão, de acordo com a vítima que foi tratada no hospital por lesões faciais.

Cerca de um milhão de curdos vivem na Alemanha, juntamente com dois milhões e meio de pessoas de origem ou nacionalidade turca.

Com Lusa

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