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Clima. EUA querem duplicar meta de redução das emissões de carbono
Mundo 2 min. 22.04.2021 Do nosso arquivo online

Clima. EUA querem duplicar meta de redução das emissões de carbono

Clima. EUA querem duplicar meta de redução das emissões de carbono

Foto: AFP
Mundo 2 min. 22.04.2021 Do nosso arquivo online

Clima. EUA querem duplicar meta de redução das emissões de carbono

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Administração de Joe Biden deve anunciar esta quinta-feira reforço do compromisso dos EUA no combate às alterações climáticas e meta de redução das emissões de CO2 entre 50 e 52% até 2030.

A primeira grande afirmação internacional da presidência de Joe Biden poderá ficar ligada ao combate às alterações climáticas, cortando com o passado da administração Trump e ao mesmo tempo trazendo de novo os EUA para a arena dos compromissos entre as lideranças internacionais.

Esta quinta-feira o presidente americano deverá anunciar o objetivo do país em duplicar a meta de redução das emissões de CO2, em comparação com 2005, fixando essa redução entre os 50 e os 52% até 2030.

O objetivo representa quase o dobro da meta definida pela administração Trump, fixada entre 26% a 28%, ainda que o ano de referência fosse antecipado para 2025.


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O anúncio da redução de 52% das emissões até 2030 deverá será feito durante a cimeira dos líderes sobre o clima que o presidente Biden está a promover, com a participação (virtual) de vários líderes mundiais, com o propósito de "desafiar o mundo a elevar as suas ambições e combater a crise climática", segundo afirma uma fonte da administração americana, citada pela AFP. 

 Este objetivo ambicioso é o contributo que os EUA esperam dar para conter o aquecimento global e evitar que a subida das temperaturas seja superior a 2°C, e, se possível, manter esse aumento nos 1,5°C, em comparação com a era pré-industrial, tal como previsto no Acordo de Paris, concluído em 2015 e ao qual o país regressou agora com a nova presidência, depois da saída com a administração Trump.

À meta, está associado o cumprimento da promessa de neutralidade de carbono da economia americana até 2050, assegura a mesma fonte, sem no entanto detalhar nesta fase as medidas previstas por setor para a alcançar.

A cimeira convocada pelo presidente dos Estados Unidos reúne, entre hoje e amanhã, 40 líderes mundiais, entre os quais o chinês Xi Jinping, o russo Vladimir Putin e o francês Emmanuel Macron, para discutir o aquecimento global.

Biden convidou os líderes dos 17 países responsáveis por cerca de 80% das emissões globais de gases com efeito de estufa e do produto interno bruto (PIB) mundial, países que demonstraram uma "forte liderança climática" e países especialmente vulneráveis às alterações climáticas.


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Com esta cimeira, os EUA querem assumir o papel de motor da luta global contra o aquecimento global, desafiando outros grandes poluidores, a começar pela China, a acelerar o seu próprio ritmo tendo em vista a grande conferência da ONU, a COP26, que se realiza no final deste ano em Glasgow, na Escócia. 

 O objetivo traçado pela administração americana "cria uma alavanca significativa" para "impulsionar a ação climática no estrangeiro", disse outra fonte citada pela AFP.

Esta quarta-feira também a União Europeia prometeu uma redução de pelo menos 55% das suas emissões de gases com efeito estufa até 2030 em comparação com 1990. E hoje o Japão anunciou que vai aumentar o objetivo de redução das suas emissões de CO2 de 26% para 46% até 2030 em relação aos níveis de 2013.

com agências

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