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Cinco "poderosos" ataques de mísseis russos atingiram Lviv
Mundo 7 min. 18.04.2022
Guerra na Ucrânia

Cinco "poderosos" ataques de mísseis russos atingiram Lviv

Uma carrinha queimada numa estrada para Popasna, na região de Donbass, na Ucrânia.
Guerra na Ucrânia

Cinco "poderosos" ataques de mísseis russos atingiram Lviv

Uma carrinha queimada numa estrada para Popasna, na região de Donbass, na Ucrânia.
Foto: AFP
Mundo 7 min. 18.04.2022
Guerra na Ucrânia

Cinco "poderosos" ataques de mísseis russos atingiram Lviv

Redação
Redação
Cinco "poderosos" ataques de mísseis russos atingiram Lviv, uma grande cidade na Ucrânia ocidental que normalmente está relativamente livre de combates, esta segunda-feira de manhã. Pelo menos sete pessoas morreram e 11 ficaram feridas, incluindo uma criança.

"Cinco poderosos ataques de mísseis de uma só vez nas infra-estruturas civis da velha cidade europeia de Lviv", anunciou Mikhailo Podoliak, conselheiro do Presidente Volodymyr Zelensky, no Twitter.

O governador regional, Maksym Kozitsky, falou de quatro ataques de mísseis de cruzeiro do Mar Cáspio: três sobre infra-estruturas militares e um sobre uma garagem de pneus, que provocaram incêndios. Todos os alvos foram "gravemente danificados", afirmou.

"Neste momento, são conhecidas sete mortes", acrescentou, referindo-se a "onze feridos, incluindo uma criança", e especificando que três feridos se encontram "em estado grave".   

O presidente da Câmara da cidade, Andriy Sadovy, confirmou os ataques, revelando no Telegram que as equipas de salvamento estavam a caminho do local.


Casal em Mariupol, cidade que o governo ucraniano garante que não se rende às tropas russas. Nem no Donbass.
Mariupol não se rende e militares ucranianos vão "lutar até ao fim"
“Não, a cidade não caiu. As nossas forças militares, os nossos soldados ainda lá estão", declarou hoje o primeiro-ministro ucraniano que recusou o ultimato russo e garante que também em Donbass as suas tropas não se rendem.

"Os russos continuam a atacar barbaramente as cidades ucranianas pelo ar, declarando cinicamente ao mundo o seu 'direito' a... matar ucranianos", disse Podoliak.

Situada na zona ocidental do país, Lviv tem sido poupada pelas forças russas desde o dia 24 de fevereiro, data do início da invasão. 

No dia 26 de março, uma série de ataques destruíram um depósito de combustível nos arredores da cidade, provocando ferimentos em cinco pessoas. 

Um outro ataque no dia 18 de março atingiu um hangar de reparação de aeronaves, próximo do aeroporto da cidade. 

Antes, no dia 13 de março, mísseis cruzeiro foram disparados contra uma importante base militar a 40 quilómetros a noroeste de Lviv, provocando 35 mortos e 134 feridos. 

Próxima da fronteira polaca, Lviv é um dos principais corredores de fuga para deslocados e refugiados ucranianos oriundos das zonas mais afetadas pela agressão da Rússia.

Desde 24 de fevereiro, várias embaixadas ocidentais foram transferidas para Lviv. 

Autoridades de Lugansk anunciam início de ofensiva russa no leste

As autoridades regionais de Lugansk anunciaram esta segunda-feira o início da grande ofensiva da Rússia no leste da Ucrânia, após vários dias de preparativos e concentração de tropas russas naquela zona do país.

"Podemos informar que a ofensiva já começou", disse a administração militar regional em comunicado, acrescentando que os combates ocorrem nas ruas de Kreminna.

Numa mensagem transmitida pela conta do Telegram, a administração militar regional acrescenta que a retirada de civis é "impossível".

Novos ataques com mísseis russos na cidade de Kramators, bem como em outras cidades em Donetsk, como Vugledar, Marinka e Gradiv, foram relatados durante a noite no leste da Ucrânia.

Por outro lado, a situação não mudou em Mariupol, a cidade portuária sitiada que o comando russo exortou à rendição no domingo.

Milhares de civis em Mariupol, na costa do Mar de Azov, estão a resistir ao bombardeamento contínuo das tropas russas abrigadas nas instalações da siderúrgica Azovstal, uma antiga fábrica metalúrgica da década de 1930, segundo a Ukrinform.

O ultimato imposto por Moscovo expirou ao meio-dia de domingo, sem que os resistentes ucranianos depusessem as armas.

Estima-se que cerca de 2.500 soldados também estejam entrincheirados naquela antiga siderurgia, que seria a última defesa do lado ucraniano da cidade.

Ucrânia acusa os russos de quererem "destruir Donbass"

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou no domingo a Rússia de querer "destruir" toda a região oriental de Donbass, prometendo que tudo seria feito para a defender, a começar pelo porto estratégico de Mariupol onde os soldados cercados são chamados a lutar "até ao amargo fim".

"Os soldados russos estão a preparar-se para uma ofensiva no leste do nosso país num futuro próximo. Eles querem literalmente terminar e destruir o Donbass", declarou Zelensky numa mensagem de vídeo.


Presidente ucraniano Zelensky lança o alerta do perigo nuclear a todos os países.
Zelensky. Mundo tem de "preparar-se para ataque nuclear russo"
Para salvar a face perante os reveses militares, Putin pode avançar para ataques com armas nucleares, avisa o presidente ucraniano. "Todos os países devem preocupar-se", diz.

"Tal como os militares russos estão a destruir Mariupol, eles querem destruir outras cidades e comunidades nas regiões de Donetsk e Lugansk", continuou, antes de dizer: "Estamos a fazer tudo para garantir a defesa".

No leste, o Ministério da Defesa russo disse no domingo que "mísseis de alta precisão destruíram armazéns de combustível e munições" em Barvinkove (região de Izum) e Dobropillia (perto de Donetsk).

"O bombardeamento constante da região de Lugansk continua", disse o seu governador ucraniano, Sergei Gaidai. A localidade de "Zolote foi duramente atingida. Visavam deliberadamente um edifício de cinco andares (...) Duas pessoas foram mortas e cinco feridas". 

Neste contexto, o vice-primeiro-ministro ucraniano anunciou a suspensão dos corredores humanitários para a evacuação de civis da parte oriental da Ucrânia, devido à falta de acordo com o exército russo sobre a suspensão do tiroteio.

Mais de 200 crianças morreram desde início da guerra

O número de crianças que morreram na Ucrânia desde que os russos invadiram o país, em 24 de fevereiro, chegou a 205, segundo dados publicados esta segunda-feira pela Procuradoria-Geral ucraniana, na sua conta na rede social Telegram.

Mais de 362 crianças ficaram também feridas devido a "agressões armadas em larga escala da Federação Russa", diz o Ministério Público, a propósito de números que não puderam ser confirmados por uma fonte independente, segundo a agência Efe.


Imagem de uma residente de Mariupol caminhando com o filho sob o olhar das tropas russas.
Rússia lançou ultimato à rendição de Mariupol. Kiev não respondeu
O ultimato russo para a cidade cercada de Mariupol entrou em vigor ao início desta manhã prometendo a Rússia poupar a vida dos soldados ucranianos que se rendam. Sem resposta direta, Zelensky alertou para a catástrofe humanitária na cidade.

Aquele órgão judicial explica que estes dados “não são definitivos, pois está a ser feito um trabalho para quantificar com precisão” o número de vítimas em locais onde as hostilidades do exército russo estão “ativas, nos territórios temporariamente ocupados e naqueles que foram libertados”.

De acordo com os dados oficiais dos promotores juvenis, os locais onde mais mortes ocorreram foram na região de Donetsk, no sudeste, onde 117 crianças morreram, seguida de Kiev (107) e Kharkov (91), no leste.

Devido a bombardeamentos e ataques de vários tipos por tropas russas, pelo menos 1.018 instituições de ensino também foram danificadas, 95 das quais ficaram completamente destruídas.

Rússia mantém 11 aeroportos encerrados no centro e sul do país

A agência federal de transportes aéreos russa prorrogou hoje até 25 de abril o encerramento temporário de 11 aeroportos no centro e sul do país, em vigor desde 24 de fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Os aeroportos afetados pela medida, cujo prazo antes da nova prorrogação era 19 de Abril, estão localizados nas cidades de Anapa, Belgorod, Bryansk, Voronezh, Guelendzhik, Krasnodar, Kursk, Lipetsk, Rostov-on-Don, Simferopol e Elista.


52º dia Guerra. Bombardeamento a fábrica de mísseis em Kiev e primeiro-ministro britânico proibido de entrar na Rússia.
Moscovo bombardeia Kiev e proíbe Boris Johnson de entrar na Rússia
Putin contra-ataca e após perder o seu cruzador Moskva, afundado por mísseis ucranianos está a bombardear alvos militares em Kiev. O Kremlin decidiu também vetar a entrada do primeiro-ministro britânico no seu país.

Segundo a agência, todos os outros terminais aeroportuários, tanto para voos domésticos como internacionais, estão a funcionar normalmente.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar, que entrou hoje no 54.º dia, causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, mais de cinco milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU – a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

Rússia diz que sanções podem afetar 200 mil empregos em Moscovo

Cerca de 200 mil pessoas em Moscovo podem perder o emprego na sequência do encerramento das empresas estrangeiras que abandonaram o mercado russo por causa das sanções ocidentais, disse esta segunda-feira a autarquia da capital da Rússia.

"De acordo com a nossa previsão, cerca de 200 mil pessoas encontram-se sob o risco de perder o emprego", disse o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, através do portar oficial da autarquia. 

O autarca refere que as autoridades aprovaram um programa de ajuda aos trabalhadores afetados e que prevê a aplicação de três milhões de rublos (33 milhões de euros) do Orçamento do Estado.

No final do mês de março, Serguei Sobianin disse que cerca de 300 empresas estrangeiras encerraram a atividade em Moscovo após terem sido decretadas as restrições ocidentais contra a Rússia por causa da invasão da Ucrânia. 

(Com agências)

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