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Cimeira da ONU: Ministro sírio acusa forças da coligação de atacarem alvos militares sírios
Mundo 2 min. 24.09.2016

Cimeira da ONU: Ministro sírio acusa forças da coligação de atacarem alvos militares sírios

Com a cimeira a decorrer acabou o cessar fogo na Síria, depois da coligacao ter atacado alvos militares sírios, e de Al-Assad intensificar os bombardeamentos para recuperar Alepo ao rebeldes

Cimeira da ONU: Ministro sírio acusa forças da coligação de atacarem alvos militares sírios

Com a cimeira a decorrer acabou o cessar fogo na Síria, depois da coligacao ter atacado alvos militares sírios, e de Al-Assad intensificar os bombardeamentos para recuperar Alepo ao rebeldes
Foto: REUTERS
Mundo 2 min. 24.09.2016

Cimeira da ONU: Ministro sírio acusa forças da coligação de atacarem alvos militares sírios

O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio afirmou hoje nas Nações Unidas que o ataque aéreo da coligação internacional, na semana passada, foi intencional, rejeitando o argumento dos Estados Unidos de que foi um erro.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio afirmou hoje nas Nações Unidas que o ataque aéreo da coligação internacional, na semana passada, foi intencional, rejeitando o argumento dos Estados Unidos de que foi um erro.

“O Governo sírio considera os Estados Unidos totalmente responsáveis por esta agressão, porque os factos mostram que foi um ataque intencional, e não um erro, mesmo que os Estados Unidos reclamem o contrário”, afirmou Walid Mualem na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dezenas de soldados sírios morreram num bombardeamento, a 17 de Setembro, a uma base aérea síria em Deir Ezzor, no leste do país, região controlada pelos ‘jihadistas’ do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Os Estados Unidos lamentaram a perda de vidas, argumentando que a coligação acreditava que estava a atingir um alvo do EI e prometeu investigar o incidente.

Mualem afirmou que a “agressão cobarde mostra claramente que os Estados Unidos e os seus aliados são complacentes com o ISIL [sigla em inglês de Estado Islâmico do Iraque e do Levante] e outras organizações terroristas armadas”.

O ataque da coligação, que envolveu aviação dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, levou o exército sírio a acabar com a trégua, que durava há uma semana e que tinha criado esperanças de que os esforços diplomáticos para acabar com o conflito de cinco anos estavam a dar resultado.

Mais de 300 mil pessoas já morreram na guerra na Síria e milhões abandonaram as suas casas.

Mualem também criticou o Qatar e a Arábia Saudita, acusando-os de “enviar para a Síria milhares de mercenários, equipados com as armas mais sofisticadas” para combater o regime do Presidente Bashar al-Assad.

O chefe da diplomacia síria afirmou ainda que a Turquia permite a “dezenas de milhares de terroristas de todo o mundo” cruzarem a sua fronteira com a Síria, proporcionando-lhes apoio logístico e campos de treino, “sob a supervisão da inteligência turca e ocidental”.

“Nós, na Síria, estamos a combater o terrorismo em nome do mundo inteiro”, alegou, voltando a equiparar a oposição armada e os grupos terroristas como o Estado Islâmico (EI) ou a Al-Qaeda.

O ministro sírio, que é também vice-primeiro-ministro, falou hoje na ONU após uma semana de um grande esforço diplomático, que foi incapaz de fazer retomar o cessar-fogo, mas mostrou-se disposto a apoiar uma solução política para o conflito no seu país.

No entanto, sublinhou, essa solução deve respeitar a soberania, a independência e a integridade territorial da Síria, com o objectivo de alcançar uma saída “sem interferências estrangeiras”.

Mualem agradeceu o apoio militar de países como a Rússia e o Irão, que considerou “verdadeiros amigos”.

“Acreditamos que outros países acordem e se dêem conta, antes que seja tarde de mais, do perigo que nos espreita a todos”, disse.

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