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Cientistas descobrem anticorpo que impede coronavírus de infetar células humanas
Mundo 04.05.2020

Cientistas descobrem anticorpo que impede coronavírus de infetar células humanas

Cientistas descobrem anticorpo que impede coronavírus de infetar células humanas

AFP
Mundo 04.05.2020

Cientistas descobrem anticorpo que impede coronavírus de infetar células humanas

Descoberta poderá constituir um primeiro passo para o desenvolvimento de um anticorpo totalmente humano para tratar ou prevenir a doença

Os cientistas da Universidade Utrect, nos Países Baixos, bem como do Centro Médico Erasmus e da empresa Harbour BioMed (HBM) descobriram um anticorpo que impede o coronavírus de infetar células humanas numa "investigação inovadora" que poderia levar ao desenvolvimento de novos tratamentos, noticiou esta segunda-feira a Sky News. 

Como resultado da pesquisa publicada esta segunda-feira na revista científica Nature Communications, está a descoberta de um anticorpo que impede o vírus da SARS de infetar células humanas que também poderia bloquear o novo coronavírus de infetar células humanas.

"Testando a sua colecção de anticorpos em células humanas cultivadas, os investigadores descobriram um anticorpo que se liga a uma parte específica que está presente tanto na SRSA como no vírus causador da covid-19", lê-se no artigo da Sky News.


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"Ao utilizar esta coleção de anticorpos contra o SARS-CoV, identificámos um anticorpo que também neutraliza a infeção por SARS-CoV-2 em células cultivadas. Este anticorpo neutralizador tem o potencial de alterar o curso da infeção no hospedeiro infetado, apoiar a eliminação do vírus ou proteger um indivíduo que não esteja infetado, mas exposto ao vírus", afirmou o investigador Berend-Jan Bosch, da Universidade de Utrecht, citado pela Nature Communications.

Este anticorpo tem a capacidade de se ligar a um domínio que se conserva nas duas estirpes de coronavírus, o que explica a sua ação neutralizadora tanto no SARS-CoV como no SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19.

A notícia é de esperança já que a descoberta poderá constituir um primeiro passo para o desenvolvimento de um anticorpo totalmente humano para tratar ou prevenir a doença, que já atingiu mais de 3,5 milhões de pessoas em todo o mundo e causou mais de 247 000 mortes.

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