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Ciência. Impressora portátil de pele 3D revolucionária na cura de queimaduras graves
Mundo 2 min. 12.02.2020

Ciência. Impressora portátil de pele 3D revolucionária na cura de queimaduras graves

Ciência. Impressora portátil de pele 3D revolucionária na cura de queimaduras graves

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Mundo 2 min. 12.02.2020

Ciência. Impressora portátil de pele 3D revolucionária na cura de queimaduras graves

Os cientistas da Universidade de Toronto acreditam que a impressora portátil de pele será altamente revolucionária no processo de salvar vidas e poderá já vir a estar presente num ambiente clínico nos próximos cinco anos.

Uma nova impressora 3D portátil promete revolucionar a forma como a medicina pratica cuidados com queimaduras e traumas de pele. O dispositivo desenvolvido por uma equipa de pesquisadores da Universidade de Toronto e do Sunnybrook Health Sciences Center, pode depositar folhas de pele para cobrir grandes feridas de queimadura - e a sua “tinta biológica” pode acelerar o processo de cicatrização. 

 Segundo a University of Toronto Engineering News, o aparelho permite cobrir feridas com uma folha uniforme de biomaterial, faixa por faixa. A biotinta distribuída pelo rolo é composta por células estaminais mesenquimais (MSCs, Mesenchymal Stem Cells) - células-tronco que se diferenciam em tipos de células especializadas, dependendo do ambiente. Nesse caso, os cientistas explicam que o material MSC promove a regeneração da pele e reduz as cicatrizes.

O projeto é liderado por Richard Cheng em colaboração com o Dr. Marc Jeschke, diretor do Ross Tilley Burn Center, e a sua equipa do Sunnybrook Hospital. O artigo publicado na revista Biofabrication, publicação oficial da Sociedade Internacional de Biofabricação, relatou os ensaios in vivo bem-sucedidos em feridas de espessura total num documento que “é um grande passo em frente para a equipa, que lançou o primeiro protótipo da impressora para peles em 2018”, lê-se.

Acreditava-se que o dispositivo era o primeiro dispositivo desse tipo a formar tecido in situ, depositando-o e assentando-o em dois minutos, ou menos.

"Anteriormente, provámos que poderíamos depositar células numa queimadura, mas não havia nenhuma prova de que houvesse benefícios na cicatrização de feridas - agora demonstrámos isso", diz Guenther.

Segundo a Universidade de Toronto, o método atual de tratamento de queimaduras é o enxerto autólogo de pele, que requer o transplante de pele saudável de outras partes do corpo para a ferida.

Porém, o tamanho do desafio aumenta quando se tratam de grandes queimaduras de corpo inteiro. Segundo os autores, as queimaduras de espessura total são caracterizadas pela destruição das camadas mais externas e mais internas da pele. Esse tipo de queimaduras geralmente cobrem uma parte significativa do corpo.

“Com grandes queimaduras, não existe pele saudável suficiente disponível, o que pode levar à morte de pacientes”, diz Jeschke citado pela University of Toronto Engineering News.

Desde 2018, a impressora já passou por  uma série de dez reformulações e a equipa de cientistas afirma que a visão passa por um dia cirurgiões poderem utilizar este dispositivo nos blocos operatórios.

Além disso, Cheng diz que além de ajudar na própria cicatrizarão das feridas pretendem “reduzir ainda mais a quantidade de cicatrizes”.

Os cientistas acreditam que a impressora portátil de pele será altamente revolucionária no processo de salvar vidas e poderá já vir a estar presente num ambiente clínico nos próximos cinco anos.