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Merkel promete ajuda rápida às comunidades alemãs mais afetadas
Mundo 3 min. 16.07.2021
Chuvas torrenciais

Merkel promete ajuda rápida às comunidades alemãs mais afetadas

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Merkel promete ajuda rápida às comunidades alemãs mais afetadas

Foto: AFP
Mundo 3 min. 16.07.2021
Chuvas torrenciais

Merkel promete ajuda rápida às comunidades alemãs mais afetadas

A Alemanha é o país mais afetado pelas chuvas torrenciais que atingiram a Europa central esta semana, tendo já confirmado a morte de 81 pessoas. Há ainda dezenas de desaparecidos.

A Chanceler alemã Angela Merkel prometeu, esta quinta-feira, ajuda rápida e apoiada por "todo o poder do Estado" para as pessoas afetadas por inundações devastadoras na Alemanha ocidental, avança a AFP.

O país é o mais atingido, na Europa central, pelas chuvas torrenciais de quarta e quinta-feira, que só naquela região alemã já provocaram pelo menos 81 mortos, havendo ainda dezenas de pessoas que estão desaparecidas. 

Merkel, que ontem se encontrou com Joe Biden em Washington, descreveu as inundações nas regiões da Renânia do Norte-Vestefália e Renânia-Palatinado como uma "catástrofe" e uma "tragédia" que disse ser difícil de descrever por palavras. "Estou chocada com os relatórios que estou a receber de áreas que estão completamente submersas. Há muitos pelos quais ainda devemos estar preocupados e tudo será feito para encontrar aqueles que estão desaparecidos", afirmou numa declaração.  

Nas comunidades mais afetadas, as forças armadas alemãs enviaram cerca de 200 soldados e veículos blindados para ajudar a evacuar os residentes. "Os efeitos desta catástrofe serão certamente sentidos durante semanas", afirmou Juergen Pfoehler, administrador do distrito de Ahrweiler na Renânia-Palatinado. 


Europa. Mau tempo já provocou 93 mortos e centenas de desaparecidos
A Alemanha é o país com mais vítimas mortais das chuvas e inundações torrenciais, tendo já sido confirmados 81 mortes. As restantes foram registadas na Bélgica.

 As cheias estão entre as mais devastadoras da Alemanha em décadas. Muitos residentes subiram aos telhados das casas e a árvores depois de as suas residências terem sido inundadas ou desmoronarem com a força das torrentes Milhares de habitações ficaram sem eletricidade. 

Depois de concluída as buscas de socorro e salvamento, o governo federal vai discutir o processo de reconstrução das casas para aqueles que perderam tudo nas enxurradas.    

Joerg Asmussen, diretor-geral da associação de seguradoras GDV, afirmou, citado pela AFP, que a prevalência de tempestades, inundações, fortes chuvas e granizo na Alemanha, este ano, as podem tornar numa das mais catastróficas desde 2013. Só as fortes chuvas e a queda de granizo em junho causaram uma perda de seguros estimada em 1,7 mil milhões de euros (2 mil milhões de dólares), um valor que deverá ser superado por estas cheias de julho.

As chuvas fortes devem continuar ainda nos próximos dias, com a tempestade a deslocar-se em direção ao sul da Alemanha e para a Suíça esta sexta-feira.   

 As inundações também atingiram o Luxemburgo, Holanda e Bélgica, onde pelo menos 12 pessoas morreram.

Em Liège, uma das maiores cidades da Bélgica, foi pedido às pessoas, no centro da cidade, que abandonassem as casas, face à eventualidade de subida das águas do rio Meuse. As cheias obrigaram a cortar partes da rede ferroviária do país e inundaram vários túneis rodoviários em Bruxelas.  


Governo declara situação de "catástrofe natural" no Luxemburgo
Governo vai desbloquear 50 milhões de euros para os sinistrados das inundações.

No Luxemburgo, cerca de 400 pessoas tiveram de ser realojadas em diversas comunas, partes de Echternach e Vianden foram evacuadas e na zona baixa da capital os estragos foram também muitos, como testemunhou a reportagem do Contacto.

O Governo luxemburguês declarou esta quinta-feira situação de "catástrofe natural" e anunciou a disponibilização de 50 milhões de euros para os mais afetados pelas inundações.

O primeiro-ministro Xavier Bettel assumiu que a situação é "dramática", salientando, no entanto, que não há vítimas a registar, ao contrário do que acontece nos países vizinhos.   

Esta quinta-feira, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen garantiu que os países afetados podem recorrer ao Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para requerer ajuda e apoios para enfrentar estas catástrofe  natural.

Eventos climáticos extremos, como estas inundações, mas também secas e ondas de calor deverão aumentar à medida que o planeta aquece, alertam os cientistas.   

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