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Europa. Mau tempo já provocou 93 mortos e centenas de desaparecidos
Mundo 2 min. 16.07.2021
Chuvas torrenciais

Europa. Mau tempo já provocou 93 mortos e centenas de desaparecidos

Chuvas torrenciais

Europa. Mau tempo já provocou 93 mortos e centenas de desaparecidos

Foto: AFP
Mundo 2 min. 16.07.2021
Chuvas torrenciais

Europa. Mau tempo já provocou 93 mortos e centenas de desaparecidos

Lusa
Lusa
A Alemanha é o país com mais vítimas mortais das chuvas e inundações torrenciais, tendo já sido confirmados 81 mortes. As restantes foram registadas na Bélgica.

Pelo menos 93 pessoas morreram em resultado de inundações causadas por chuvas torrenciais na Europa, a maioria na Alemanha, e centenas de pessoas estão desaparecidas, segundo o último balanço das autoridades hoje divulgado.

Na Alemanha ocidental o número de mortos aumentou para pelo menos 81.

"Receio que só veremos a extensão total da catástrofe nos próximos dias", avisara já a chanceler, Angela Merkel, na quinta-feira à noite, em Washington, onde cumpre uma visita oficial.

A Bélgica regista pelo menos 12 mortos. Luxemburgo e Países Baixos, onde vários distritos de Maastricht tiveram de ser evacuados, também foram duramente atingidos pelo mau tempo.


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Contudo, é a Alemanha que está a registar o maior número de mortos, com os números a aumentarem para 81, informaram hoje as autoridades.

Em Rhineland-Palatinate, uma das regiões mais duramente atingidas, o número de mortos aumentou de 28 para 50 em menos de 24 horas, mas é provável que o balanço cresça devido ao número de desaparecidos na Renânia do Norte-Vestefália e na Renânia-Palatinado.

Só nesta última região, as autoridades disseram que ainda não tinham notícias de 1.300 pessoas que vivem no cantão mais atingido, Bad Neuenahr-Ahrweiler.

No entanto, um porta-voz citado pela jornal Bild atribuiu este número à inexistência de comunicações da rede telefónica, que está a impedir o contacto com muitos residentes.


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Especificamente, "continuamos a contar com 40, 50 ou 60 pessoas desaparecidas e quando se tem pessoas de quem não se tem notícias há tanto tempo (...) é preciso temer o pior", disse o Ministro do Interior, Roger Lewentz, à televisão SWR.

"Como resultado, é provável que o número de vítimas aumente nos próximos dias", advertiu.

Espera-se que continue a chover em partes da Alemanha ocidental e o E o nível do rio Reno e de vários dos seus afluentes está a subir perigosamente.

Entretanto, mil soldados foram mobilizados para ajudar nas operações de resgate e limpeza das cidades e aldeias, que oferecem todos o mesmo espetáculo desolador: ruas e casas debaixo de água, carros virados, árvores arrancadas.

Em Ahrweiler, várias casas desmoronaram-se literalmente. Debaixo dos escombros, a cidade parece ter sido atingida por um tsunami, descreve um jornalista da AFP.

Euskirchen, um pouco mais a norte, é provavelmente uma das cidades mais afetadas, com pelo menos 20 mortes registadas. O centro da cidade parece um campo de ruínas, com as fachadas das casas literalmente arrancadas pelas cheias.


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Além disso, uma barragem próxima está em risco de uma rotura.

As tempestades colocaram a questão do aquecimento global no centro da campanha eleitoral, que está a decorrer na Alemanha, com a votação parlamentar agendada para 26 de setembro.

"Estes eventos climáticos extremos são as consequências das alterações climáticas", disse o Ministro do Interior, Horst Seehofer, admitindo que a Alemanha deve "preparar-se muito melhor".

Todos os candidatos estão a tentar fazer promessas. "Isto significa que devemos acelerar as medidas de proteção climática - a nível europeu, nacional e global", defendeu o candidato do partido conservador de Merkel e favorito para a suceder nas sondagens, Armin Laschet.

Laschet assegurou esforços ainda de "mobilização nacional para reparar os danos".

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