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China sugere enviar águas de central nuclear Fukushima para os Estados Unidos
Mundo 2 min. 15.04.2021

China sugere enviar águas de central nuclear Fukushima para os Estados Unidos

China sugere enviar águas de central nuclear Fukushima para os Estados Unidos

Foto: AFP
Mundo 2 min. 15.04.2021

China sugere enviar águas de central nuclear Fukushima para os Estados Unidos

A resposta das autoridades diplomáticas chinesas chega depois do apoio dos Estados Unidos à decisão do Japão de verter milhões de toneladas de água da central nuclear de Fukushima atingida por um tsunami em 2011.

A China não gostou da decisão do Japão de verter no mar milhões de toneladas de água usada na central nuclear que ficou parcialmente destruída depois de ser atingida por um tsunami em 2011. Os dois países partilham as mesmas águas e Pequim não considera seguro uma decisão que considera poder contaminar o mar com detritos radioativos.

A porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying, afirmou na quarta-feira, através do Twitter, que se os Estados Unidos acreditam que a água é suficientemente segura para ser despejada no mar então Washington deveria receber nas suas águas tais resíduos.

"O Japão e os Estados Unidos declaram que as águas residuais tratadas da central de Fukushima cumprem as normas internacionais de segurança e são mesmo seguras para beber. Então, por que não guardar a água? Ou, talvez, enviá-la para os EUA" escreveu Hua, acompanhando o texto com desenhos animados ilustrando como os resíduos afetariam a água potável e a saúde humana.

Outra porta-voz do mesmo ministério, Zhao Lijian, desafiou um funcionário japonês beber desta água depois de ter afirmado que é suficientemente segura para ser despejada no mar. Lijian afirmou também no Twitter que o Oceano Pacífico "não é o caixote de lixo do Japão" nem "um esgoto". "Não devem esperar que o mundo pague a conta do seu tratamento de esgotos". Um funcionário japonês disse que a água é "boa para beber", "por que não toma um gole primeiro?", escreveu.

O governo japonês revelou na segunda-feira que planeia despejar no mar mais de um milhão de toneladas de água contaminada que se tem vindo a acumular em tanques depois do terramoto e tsunami de março de 2011.

Espera-se que o trabalho comece dentro de dois anos, enquanto todo o processo demoraria décadas, de acordo com as projeções. O plano suscitou controvérsia na comunidade internacional, com críticas de países vizinhos, grupos ambientalistas e comunidades pesqueiras locais.

O Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros chinês chamou à decisão "altamente irresponsável" e "inaceitável" por ser tomada unilateralmente "antes de esgotar todos os meios seguros" para eliminar os resíduos e "sem consulta completa com os países vizinhos e a comunidade internacional".

Por seu lado, o Departamento de Estado dos EUA declarou que o Japão "pesou as opções e os efeitos, foi transparente na sua decisão, e parece ter adoptado uma abordagem de acordo com as normas de segurança nuclear globalmente aceites".

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