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China. Dois casos de Omicron, 14 milhões de pessoas testadas
Mundo 2 min. 09.01.2022
Covid-19

China. Dois casos de Omicron, 14 milhões de pessoas testadas

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China. Dois casos de Omicron, 14 milhões de pessoas testadas

Foto: AFP
Mundo 2 min. 09.01.2022
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China. Dois casos de Omicron, 14 milhões de pessoas testadas

Lusa
Lusa
A cidade de Tianjin anunciou que irá testar quase 14 milhões de residentes depois de detetar os primeiros casos de transmissão local da nova variante no país.

A cidade do norte da China de Tianjin anunciou este domingo que irá testar quase 14 milhões de residentes depois de detetar dois casos locais da variante Omicron, os primeiros de transmissão local no país.

As autoridades locais disseram que os dois casos estão ligados, e fazem parte das últimas 20 infeções locais detetadas na cidade, todas no mesmo distrito.

Tianjin já tinha sido a primeira cidade chinesa a registar um caso de Omicron em meados de dezembro, embora nesse caso fosse um "importado", isto é, vindo do estrangeiro.

Os testes em massa começaram este domingo às 07:00 horas (23:00 de sábado em Lisboa) e espera-se que sejam concluídos em cerca de 24 horas.

Áreas residenciais fechadas e 144 voos cancelados

A cidade, situada a pouco mais de 100 quilómetros de Pequim, confinou 29 áreas residenciais, fechou parcialmente duas linhas de metro e cancelou pelo menos 144 voos no aeroporto de Binhai.

O epidemiologista Zhang Wenhong, citado pelo oficial Global Times, rejeitou que a variante Omicron seja considerada menos virulenta do que outras mutações e disse que o mundo só deveria "reabrir" quando for construída uma "forte barreira imunológica" e as taxas de mortalidade de covid-19 forem "muito baixas".

Esta semana, o chefe da equipa nacional de peritos médicos da covid-19, Zhong Nanshan, considerou que o país já tinha atingido a "imunidade de grupo" depois de mais de 83% da população já ter recebido vacinação completa.

Política de casos zero de covid-19

As autoridades chinesas continuam a seguir uma política de casos zero de covid-9, que tem mantido o país praticamente isolado do mundo exterior durante quase dois anos, mas que lhe tem permitido manter um nível de contágio muito baixo em comparação com outros países, reagindo com testes de massa e contenção a qualquer surto, por muito pequeno que seja.

A nação asiática começou 2022 em alerta devido a vários surtos desde meados de outubro do ano passado, que resultaram em mais de 7.000 casos - quase 5.000 dos quais transmitidos localmente - mas nenhuma morte.

Este ano será um ano-chave para o país, pois acolhe os Jogos Olímpicos de Inverno a partir de fevereiro em Pequim e, em outubro, um grande congresso político do Partido Comunista da China (CPC), que se realiza apenas de cinco em cinco anos e no qual o seu líder, Xi Jinping, procura um novo mandato.

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