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Chile a ferro e fogo regista já 8 mortos
Mundo 2 min. 21.10.2019

Chile a ferro e fogo regista já 8 mortos

Chile a ferro e fogo regista já 8 mortos

Foto: AFP
Mundo 2 min. 21.10.2019

Chile a ferro e fogo regista já 8 mortos

Bruno AMARAL DE CARVALHO
Bruno AMARAL DE CARVALHO
A explosão popular que se seguiu à medida do governo de aumentar as tarifas dos transportes levou os militares à rua pela primeira vez desde a ditadura numa inédita decisão do presidente Sebastián Piñera.

Nos últimos dias, a violência tomou conta do Chile. A explosão popular que se seguiu à medida do governo de aumentar as tarifas dos transportes levou os militares à rua numa inédita decisão do presidente Sebastián Piñera. O recolher obrigatório em várias cidades chilenas incendiou ainda mais os ânimos com os manifestantes a verem tanques na rua pela primeira vez desde a ditadura de Augusto Pinochet.

Depois de três dias de massivos protestos em que a intervenção militar e policial deixou até ao momento pelo menos oito mortos, Sebastián Piñera dirigiu-se ao país em termos bastante duros. "Estamos em guerra contra um inimigo poderoso, que está disposto a usar a violência sem limites", afirmou.

Até ao momento grande parte da rede de metro de Santiago foi destruída assim como dezenas de autocarros. Também vários supermercados foram assaltados. Apesar do recuo do governo no aumento do preço dos bilhetes dos transportes, a violência não cessou e os manifestantes querem agora a demissão de Sebastián Piñera. 

A capital chilena e quatro outras regiões permanecem sob recolher obrigatório, o que proíbe o livre trânsito das 19h às 6h da manhã. Piñera reuniu-se com os militares que controlam cinco regiões do país após o decreto de estado de emergência de sexta-feira. Acompanhado pelo ministro da Defesa, Alberto Espina, e pelo chefe da Defesa Nacional, General Javier Iturriaga, o presidente descreveu o “inimigo” como "disposto a queimar os hospitais, o metro, os supermercados, com o único objetivo de produzir o maior dano possível". 

"Presidente Sebastián Piñera, não assuste os cidadãos! Não estamos em guerra. Estamos perante uma crise política, mal gerida pelo governo, cujo tema subjacente é a desigualdade. Essas declarações não ajudam a criar um clima de entendimento", disse na noite de domingo o senador opositor Ricardo Lagos Weber.

O ministro chileno do Interior, Andrés Chadwick, informou que só no domingo foram registados cerca de 70 graves actos de violência e que 152 pessoas foram detidas durante o dia.

Entretanto, a imprensa colombiana noticiou que o corpo de um cidadão deste país, cuja identidade ainda não foi divulgada, foi encontrado com vários ferimentos de bala. O homem foi levado para o Hospital San Borja na madrugada de domingo, onde foi recebido já sem sinais vitais.  Após mais esta morte, o ministro chileno da Saúde, Jaime Mañalich, anunciou uma investigação para apurar as causas da morte. 

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