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Chanceler austríaco vai a Moscovo encontrar-se com Putin
Mundo 4 3 min. 11.04.2022 Do nosso arquivo online
Guerra na Ucrânia

Chanceler austríaco vai a Moscovo encontrar-se com Putin

Guerra na Ucrânia

Chanceler austríaco vai a Moscovo encontrar-se com Putin

Foto: Dragan Tatic/Bundeskanzleramt/AP
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Guerra na Ucrânia

Chanceler austríaco vai a Moscovo encontrar-se com Putin

AFP
AFP
É o primeiro líder europeu a fazê-lo desde o início da guerra, a 24 de fevereiro.

O chanceler austríaco, Karl Nehammer, vai esta segunda-feira ao Kremlin para se reunir com presidente russo Vladimir Putin, tornando-se o primeiro líder europeu a visitar Moscovo desde a invasão russa da Ucrânia. 

A Áustria é membro da União Europeia mas não pertence à NATO, embora o porta-voz de Nehammer tenha dito que Bruxelas, Berlim e Kiev foram informados sobre a viagem a Moscovo. 

O chanceler vai à Rússia depois de se encontrar com Zelensky em Kiev no sábado. O governante quer "fazer tudo ao seu alcance para que possam ser feitos progressos no sentido da paz", mesmo que as hipóteses de sucesso sejam mínimas, acrescentou o porta-voz oficial. "Somos militarmente neutros, mas temos uma posição clara sobre a guerra de agressão russa contra a Ucrânia", disse Nehammer, apelando a corredores humanitários, um cessar-fogo e uma investigação completa dos crimes de guerra. 

Situação no terreno


A procuradora-geral da Ucrânia Iryna Venediktova.
Mais de 1.200 corpos descobertos na região de Kiev, diz procuradora-geral
Mais de 1.200 corpos foram descobertos até agora na região de Kiev, parcialmente ocupada há várias semanas por forças russas, anunciou a procuradora-geral da Ucrânia Iryna Venediktova.

As autoridades ucranianas confirmaram que foram encontrados mais de 1.200 corpos na região de Kiev e que estão a ser investigados casos contra "500 suspeitos", incluindo Putin e outros altos funcionários russos. 

Entretanto, as forças russas voltaram o foco para a região de Donbass, no leste, onde o Presidente ucraniano disse que as tropas russas estão a preparar "operações ainda maiores". "Podem usar ainda mais mísseis contra nós. Mas nós estamos a preparar ações. Vamos responder", disse Zelensky. 

O governador de Lugansk, Sergiy Gaiday, advertiu que a região poderia sofrer tanto como Mariupol. "A batalha por Donbass irá durar vários dias e as nossas cidades poderão ser completamente destruídas", disse Gaiday, confirmando ainda que as tropas russas sabem que "não há infraestruturas de sobrevivência na área", logo, "cada bombardeamento é um ataque terrorista deliberado". 

Durante o fim de semana, os ataques em curso na região impediram a evacuação de pessoas e 12 pessoas foram mortas em Kharkiv e arredores, disse o governador regional Oleg Synegubov. "O exército russo continua a fazer guerra aos civis por causa da falta de vitórias na frente", disse Synegubov no Telegram.

Em Dnipro, uma cidade industrial com cerca de um milhão de habitantes, uma chuva de mísseis russos destruiu o aeroporto local, causando um número desconhecido de baixas, disseram as autoridades locais. 

Nesta segunda-feira, o Presidente da Direção dos Caminhos de Ferro ucranianos, Alexander Kamyshin, disse que outra estação ferroviária no leste tinha sido atacada durante a noite. "Eles continuam a apontar para as infraestruturas ferroviárias", cita a AFP.

Mais sanções da UE em reunião no Luxemburgo

Na frente diplomática, os ministros dos negócios estrangeiros da UE reúnem-se na segunda-feira no Luxemburgo para discutir uma sexta ronda de sanções. Os 27 deverão dar 'luz verde' a mais um pacote financeiro, o terceiro, de 500 milhões de euros para a aquisição e fornecimento de material de guerra à Ucrânia. 

O Banco Mundial advertiu domingo que a economia da Ucrânia iria entrar em colapso este ano (declínio de 45,1% do PIB), enquanto que a Rússia iria assistir a um declínio de 11,2% do PIB. 

O Papa apelou a um cessar-fogo durante a Páscoa, denunciando uma guerra em que "civis indefesos" sofreram "massacres hediondos e crueldade atroz". 


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