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Cerca de 31 mil 'coletes amarelos' protestam em França
Mundo 08.12.2018

Cerca de 31 mil 'coletes amarelos' protestam em França

Cerca de 31 mil 'coletes amarelos' protestam em França

Foto: AFP
Mundo 08.12.2018

Cerca de 31 mil 'coletes amarelos' protestam em França

Segundo dados divulgado pelo governo francês, cerca de 31 mil 'coletes amarelos' manifestavam-se hoje a meio do dia em toda a França no quarto grande dia de protestos. Já houve mais de 700 detenções, 575 das quais em Paris.

"A nível nacional, incluindo os parisienses, temos mais de 700 detenções para uma participação no movimento a meio do dia que é de 31 mil pessoas no território nacional, dos quais oito mil em Paris", indicou o secretário de Estado do Interior, Laurent Nuñez, ao canal televisivo France 2. Os números são sensivelmente semelhantes aos do último sábado.

Os confrontos regressaram hoje de manhã às ruas de Paris, com a polícia reagir rapidamente contra os manifestantes, nomeadamente com gás lacrimogéneo e canhões de água. 90 mil agentes foram destacados em toda a França, oito mil dos quais na capital francesa. Segundo o governo, há também oito mil manifestantes na cidade, sendo que dois mil estão concentrados nos Campos Elísios. A atuação policial parece revelar as ordens que os agentes receberam no sentido de evitar as cenas de guerrilha urbana registadas no passado fim de semana.


Leandro Nogueira, o português na origem da revolta dos 'coletes amarelos'
Em janeiro deste ano, Leandro Nogueira criou, no Facebook, o grupo que está na origem dos 'coletes amarelos', um movimento cívico apartidário que nasceu nas redes sociais e que não dá tréguas ao governo de Macron.

Houve um reforço policial significativo antecipando os protestos de hoje e antes do início da manifestação em Paris, a polícia já tinha detido centenas de pessoas. Temendo a repetição dos tumultos na capital francesa, foram também reforçados os controlos nas estações e realizadas buscas sistemáticas junto aos locais de concentração.

Nas ruas do centro de Paris os comerciantes fecharam as lojas e desapareceu quase todo o mobiliário urbano, para que não possa ser usado como arma pelos manifestantes.

Lusa

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