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Cerca de 3,4 milhões de pessoas saíram da Venezuela desde o início da crise
Mundo 2 min. 22.02.2019

Cerca de 3,4 milhões de pessoas saíram da Venezuela desde o início da crise

Cerca de 3,4 milhões de pessoas saíram da Venezuela desde o início da crise

Foto: Ronaldo Schemidt/AFP
Mundo 2 min. 22.02.2019

Cerca de 3,4 milhões de pessoas saíram da Venezuela desde o início da crise

À volta de 300 mil portugueses ou lusodescendentes vivem atualmente na Venezuela.

Cerca de 3,4 milhões de pessoas já deixaram a Venezuela desde o início da atual crise política e económica no país. Em média, em 2018, cerca de 5 mil pessoas deixaram a Venezuela todos os dias, segundo números divulgados hoje pelas Nações Unidas. O êxodo de venezuelanos, que fogem desta situação económica desastrosa, é considerado pela ONU como o maior deslocamento de pessoas na história recente da América Latina.

Numa declaração conjunta, o Escritório do Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelaram que cerca de 2,7 milhões de venezuelanos procuraram refúgio em países vizinhos, incluindo Colômbia, Peru e Brasil. Um número menor partiu para fora da América Latina.  

Atualmente, a Colômbia abriga 1,1 milhão de refugiados e migrantes venezuelanos, seguida pelo Peru com 506 mil pessoas, 288 mil no Chile, 221 mil no Equador, 130 mil na Argentina e 96 mil no Brasil.

A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo mas é sufocada por uma profunda crise económica e está sob sanção económica dos Estados Unidos. A crise política no país agravou-se a 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.


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Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos. Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres. A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Na Venezuela vivem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes. Em janeiro de 2019, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, informou que não havia nenhum problema com a comunidade portuguesa e que os portugueses residentes no país não querem sair, mas sim o fim do "impasse político".

"Os países da região demonstraram uma solidariedade extraordinária com os refugiados e migrantes da Venezuela (…). Entretanto, estes números sublinham as limitações das comunidades de acolhimento e a necessidade permanente de apoio da comunidade internacional", afirmou Eduardo Stein, representante especial do ACNUR e da OIM para os refugiados e migrantes da Venezuela.  


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Com base nestes dados, em dezembro a ONU declarou calcular que o número de saídas chegue a 5,3 milhões até ao final deste ano. Em 2016, a população da Venezuela era de aproximadamente 31,7 milhões de habitantes. O êxodo de venezuelanos, que fogem desta situação económica desastrosa, é considerado pela ONU como o maior deslocamento de pessoas na história recente da América Latina.

Lusa


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