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Central nuclear de Zaporíjia está descontrolada, avisa AIEA
Mundo 2 min. 03.08.2022
Guerra na Ucrânia

Central nuclear de Zaporíjia está descontrolada, avisa AIEA

Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica.
Guerra na Ucrânia

Central nuclear de Zaporíjia está descontrolada, avisa AIEA

Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica.
Foto: AFP/Arquivo
Mundo 2 min. 03.08.2022
Guerra na Ucrânia

Central nuclear de Zaporíjia está descontrolada, avisa AIEA

Lusa
Lusa
O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica pediu à Rússia e Ucrânia que permitam uma visita urgente para evitar um acidente.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica avisou esta quarta-feira que a maior central nuclear europeia, situada na Ucrânia, “está completamente fora de controlo” e pediu à Rússia e Ucrânia que permitam uma visita urgente para evitar um acidente.

Segundo afirmou Rafael Grossi em declarações à agência de notícias Associated Press, a situação está na central de Zaporíjia, no sudeste da Ucrânia e controlada pelos russos desde março, está a ficar cada dia mais perigosa.

“Todos os princípios de segurança nuclear foram violados” na central, alertou, acrescentando que “o que está em jogo é extremamente grave e extremamente perigoso”.


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A Greenpeace Luxemburgo alerta para os riscos catastróficos de um desastre nuclear, depois do ataque russo à zona da maior central nuclear europeia, em Zaporizhzhia. A Ucrânia tem 15 reatores nucleares, nove dos quais em funcionamento.

Por isso, o diretor-geral da agência da ONU apelou à Rússia e à Ucrânia para que permitam, com urgência, uma visita dos especialistas ao complexo a fim de estabilizar a situação e evitar um acidente nuclear.

Atritos entre russos e ucranianos na central

Segundo referiu, a integridade física da central nuclear não foi respeitada, tendo sido alvo de bombardeamentos no início da guerra, quando foi tomada pelos militares russos, sendo que os dois países se acusam mutuamente de ataques à região.

Há “uma situação paradoxal” em que a central é controlada pela Rússia, mas são os funcionários ucranianos que continuam a executar as operações nucleares, levando a inevitáveis momentos de atrito e alegada violência, disse.

Embora a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) tenha alguns contactos com funcionários, as informações são “poucas e irregulares”, adiantou.

Grossi avisou também que o abastecimento de equipamentos e peças de reposição foi interrompido, “pelo que não há certezas de que a central esteja a receber tudo o que precisa”.

AIEA tem de fazer inspeções urgentes


Agência atómica deixa de receber dados de monitorização de Chernobyl
A central que também dá nome à cidade de Chernobyl foi tomada pelos russos depois da invasão de 24 de fevereiro. Foi local do pior desastre nuclear civil da história, em 1986.

A AIEA tem de realizar inspeções urgentes para garantir que o material nuclear está a ser protegido, “e há muito material nuclear para ser inspecionado”, sublinhou Rafael Grossi, explicando que tem insistido, desde o primeiro dia, na necessidade de “ir lá para realizar essa avaliação de segurança e proteção, fazer os reparos que forem precisos e ajudar, como aconteceu em Chernobyl”.

A conquista russa de Zaporíjia renovou o receio de que o maior dos 15 reatores nucleares da Ucrânia possa ser danificado, desencadeando outra emergência como o acidente de Chernobyl em 1986, o pior desastre nuclear do mundo, que aconteceu a cerca de 110 quilómetros ao norte da capital ucraniana.

As forças russas ocuparam o local altamente contaminado logo após a invasão, iniciada em 24 de fevereiro, mas devolveram o controlo aos ucranianos no final de março.

Grossi visitou Chernobyl em 27 de abril e anunciou, numa mensagem divulgada na rede social Twitter, que o nível de segurança era “como uma 'luz vermelha' a piscar”.

No entanto, garantiu, na terça-feira, que a AIEA montou, na altura, “uma missão de assistência” em Chernobyl “que tem sido muito, muito bem-sucedida”.

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