Escolha as suas informações

Catalunha não dorme há cinco noites com número recorde de feridos
Mundo 19.10.2019

Catalunha não dorme há cinco noites com número recorde de feridos

Catalunha não dorme há cinco noites com número recorde de feridos

AFP
Mundo 19.10.2019

Catalunha não dorme há cinco noites com número recorde de feridos

Pelo menos 83 pessoas foram detidas e 182 ficaram feridas na quinta noite consecutiva de confrontos em Barcelona, na sequência dos protestos pacíficos que culminaram em novos confrontos.

A Greve Geral que começou pacífica, descambou em violência no quinto dia de protestos a propósito da sentença que condenou os líderes independentista a penas de prisão entre 9 a 13 anos. 

Cerca de 83 pessoas foram detidas. Os serviços de emergência médica contabilizam 182 feridos. O caso mais grave é o de um manifestante que sofreu um traumatismo craniano. Está internado em estado muito grave no hospital de Vall d'Hebron. 

De resto, o Sistema de Emergências Médicas (SEM) registou o maior número de atendimentos esta sexta-feira. Desde terça-feira contabiliza 575 feridos. Durante o protesto que paralisou o aeroporto de El Prat logo na primeira terça-feira de sobressalto, 131 pessoas receberam tratamento médico. Na mesma noite, durante as barricadas que deixaram uma nuvem de fumo em Barcelona outras 125 foram atendidas. Entre quarta e quinta-feira, 138 foram socorridos.

O Ministério da Saúde do governo de Madrid confirma que além da vítima em estado grave, outras 18 pessoas estão hospitalizadas. Três ficaram cegas, na sequência de graves contusões oculares. Uma quarta pessoa estará à espera da operação para saber se vai voltar a ver. 

Entre as autoridades também há feridos. O governo central fala em 23 mossos d' escuadra e 78 elementos da Polícia Nacional, chamada para conter a revolta dos independentistas que não dormem há cinco noites consecutivas. 

Outro número que não para de aumentar é o número de detidos. Só esta sexta-feira a polícia da Catalunha prendeu 57 pessoas e a Polícia Nacional outras 26, num total de 83. 

Desde o início do semana são já mais de 300. O ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska confirmou que apenas nove ficaram atrás das grades.