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Carrefour pode ter de pagar 100 mil euros por suicídio de funcionária
Mundo 2 min. 27.01.2022
França

Carrefour pode ter de pagar 100 mil euros por suicídio de funcionária

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Carrefour pode ter de pagar 100 mil euros por suicídio de funcionária

Foto: AFP
Mundo 2 min. 27.01.2022
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Carrefour pode ter de pagar 100 mil euros por suicídio de funcionária

AFP
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O Ministério Público pediu uma multa de 100 mil euros contra a cadeia francesa de supermercados Carrefour, na quarta-feira, acusando a empresa de "homicídio involuntário" na sequência do suicídio de um empregado em Thiers, em 2017.

A empresa, o gerente da loja Carrefour em Thiers e um gestor de caixa estão também a ser julgados por "assédio moral" pelo tribunal criminal de Clermont-Ferrand. 

O caso aconteceu a 3 de abril de 2017, quando Viviane Monier, de 46 anos, suicidou-se em Vollore-Ville, no departamento francês de Puy-de-Dôme. A funcionária de caixa que trabalhou durante 27 anos no Carrefour em Thiers, tinha deixado uma carta em que referia o ambiente profissional e o assédio moral de que tinha sido vítima. 

Uma investigação da Inspeção do Trabalho corroborou o assédio e a empresa já tinha sido condenada por "má conduta indesculpável" pela divisão social do tribunal judicial no passado dia 25 de novembro.  

Na quarta-feira o Ministério Público pediu ainda uma pena de prisão suspensa de seis meses para o gestor de caixa, bem como uma multa de 5.000 euros, a privação do direito de elegibilidade durante cinco anos e a proibição do exercício do cargo. E solicitou um aumento de 10% na multa de 100.ooo euros, bem como a publicação e a afixação da decisão durante dois meses às portas da empresa.

Não foram apresentadas acusações contra o gerente da loja, que esteve ausente da audiência que durou até à noite de quarta-feira.

"A audição dos empregados deixou claro que o ambiente geral na loja de Thiers era muito mau e já o era há vários anos", sublinhou a divisão social no julgamento. "A organização criada pela direção provocou tensões entre colegas", acrescentou, referindo-se a "situações de favoritismo" entre funcionários de caixa ou, pelo contrário, "represálias (mudança de horários, vigilância, recusa de concessão de licenças)" por parte da direção e do gestor contra outros empregados.

Também as atas de várias CHSCT (comités de saúde, segurança e condições de trabalho) tinham relatado riscos psicossociais. "Os debates foram longos e as negações do gerente e do Carrefour foram uma verdadeira provação para a família da vítima", reagiu o advogado das partes civis, Clémence Marcelot.

Os advogados do Carrefour e do gerente, Emmanuel Daoud e Bertrand Chautard, pediram a absolvição dos seus clientes. A sentença será conhecida no dia 7 de fevereiro.

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