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Caracas: Venezuela ameaça deixar de enviar petróleo para os EUA
Mundo 2 min. 06.02.2015

Caracas: Venezuela ameaça deixar de enviar petróleo para os EUA

Caracas: Venezuela ameaça deixar de enviar petróleo para os EUA

REUTERS
Mundo 2 min. 06.02.2015

Caracas: Venezuela ameaça deixar de enviar petróleo para os EUA

A Venezuela advertiu hoje que vai deixar de enviar petróleo para os EUA, caso Washington "tente algo" contra Caracas, três dias após acusar os norte-americanos de atentarem "contra o diálogo de respeito mútuo" ao anunciar novas sanções contra funcionários venezuelanos.

A Venezuela advertiu hoje que vai deixar de enviar petróleo para os EUA, caso Washington "tente algo" contra Caracas, três dias após acusar os norte-americanos de atentarem "contra o diálogo de respeito mútuo" ao anunciar novas sanções contra funcionários venezuelanos.

"Estamos na disposição de entregar a nossa vida, se for necessário, para defender esta revolução (…) nem uma gota de petróleo se tentarem algo contra a Venezuela", disse o Presidente da Assembleia Nacional.

Diosdado Cabello falava no Estado venezuelano de Anzoátegui, a 320 quilómetros a leste de Caracas, durante uma concentração de militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Por outro lado acusou a oposição venezuelana de ter uma agenda violenta e de ser "tão má que não é capaz de fazer o seu trabalho e têm de ser os norte-americanos a fazê-la".

"Não caiamos em chantagem. Um chavista pode ficar incomodado mas jamais irá votar na direita", frisou.

Os Estados Unidos anunciaram, na segunda-feira, novas sanções (suspensão de vistos) contra antigos e atuais funcionais do Governo venezuelano, que diz serem "responsáveis ou cúmplices" por violações dos direitos humanos na Venezuela.

"Estamos enviando uma mensagem muito clara, que os violadores de direitos humanos e os que beneficiam com a corrupção, e as suas famílias, não são bem-vindos nos Estados Unidos", anunciou a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

Segundo aquela responsável "ao ignorar os repetidos apelos para a mudança, o Governo venezuelano tem continuado a demonstrar uma falta de respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais".

Washington acusa Caracas de tentar "sufocar a dissidência" reprimindo manifestantes que protestam pelo deterioro da situação política, económica e de segurança no país.

Em julho, o Governo dos EUA já tinha imposto restrições na concessão de vistos a 24 dirigentes venezuelanos, alegadamente envolvidos em violações de direitos humanos e na repressão de protestos de grupos opositores a Maduro.


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