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Caraíbas: Ilha de São Vicente em pânico com erupção do vulcão
Mundo 10 3 min. 10.04.2021

Caraíbas: Ilha de São Vicente em pânico com erupção do vulcão

Caraíbas: Ilha de São Vicente em pânico com erupção do vulcão

AFP
Mundo 10 3 min. 10.04.2021

Caraíbas: Ilha de São Vicente em pânico com erupção do vulcão

AFP
AFP
Mais de 16 mil residentes já foram evacuados desde sexta-feira das zonas em perigo. Adormecido há quatro décadas, o vulcão La Soufriere entrou em forte erupção e esperam-se novas explosões.

O vulcão na ilha caribenha de São Vicente e Granadinas está sob forte vigilância, um dia após uma violenta erupção, a primeira em quatro décadas, que forçou a evacuação em pânico de milhares de residentes.

Mais de 16 mil residentes deixaram as "zonas vermelhas" consideradas de risco e os especialistas temem que o vulcão volte a entrar em erupção com explosões fortes.

A primeira erupção explosiva de La Soufriere ocorreu na sexta-feira de manhã, causando uma enorme nuvem de cinzas com oito quilómetros de altura, chamada de pluma vulcânica. Seguiu-se outra explosão mais pequena, de acordo com o relato dos serviços de gestão de emergência, alarmando os 100 mil residentes nesta ilha das Caraíbas. 

 A Agência de Gestão de Emergência também teme que a chuva endureça as cinzas ao cair na ilha, representando um perigo para a vida humana, enquanto que as evacuações tiveram de ser interrompidas por algum tempo devido à fraca visibilidade. A precipitação de cinzas foi vista na ilha e o Aeroporto Internacional de Argyle, foi fechado uma hora após a erupção. 

À espera de novas explosões

 "Uma vez ocorrida uma erupção explosiva, é provável que mais se sigam", disse um cientista do Centro de Investigação Sísmica da Universidade das Índias Ocidentais em Trinidad e Tobago, outra ilha das Caraíbas.

"As erupções explosivas são suscetíveis de durar vários dias ou semanas. Desde 1979 que o vulcão estava adormecido. A maior e mais devastadora erupção ocorreu em 1902 e matou mais de 1.000 pessoas. 

 A ameaça de uma iminente erupção vulcânica de Soufriere levou ao anúncio, na véspera, de uma ordem de evacuação de emergência para milhares de residentes. Cerca de 16.000 deles vivem nas áreas "vermelhas" mais expostas. Ao meio do dia de sexta-feira, "a maioria das pessoas que vivem nas zonas vermelhas de São Vicente e Granadinas tinha sido evacuada", de acordo com o anúncio da Agência de Gestão de Emergências de Desastres das Caraíbas (CDEMA). 

 Mais de 2.300 pessoas refugiaram-se em 62 abrigos de emergência e estão a ser rastreadas e vacinadas contra a Covid-19 pelo Ministério da Saúde, disse o CDEMA. 

 Alerta vermelho 

 A ilha está em alerta vermelho. O alerta foi proclamado pelo primeiro-ministro Ralph Gonsalves quinta-feira à noite, após o aumento da atividade vulcânica na cratera do pico mais alto. 

"Ontem à noite houve um pânico louco mas hoje parece mais calmo. Consigo sentir e ouvir os rumores aqui na zona verde. Pode-se ver uma enorme coluna de fumo", disse Zen Punnett, um residente da ilha, à AFP. Os evacuados podem vir a ser levados para abrigos noutras ilhas do arquipélago, ou para outros territórios e países das Caraíbas que já estão a oferecer ajuda, como Barbados e Santa Lúcia, de acordo com os meios de comunicação locais. 

 Antígua e Barbuda está "a postos para receber evacuados", disse também à AFP Philmore Mullin, diretor da agência de gestão de catástrofes no país vizinho de São Vicente e Granadinas. "Estamos à espera que as autoridades de São Vicente nos digam quando chegam, mas sabemos com certeza que não haverá menos de 250", disse ele. "Entre 12.000 e 15.000 pessoas já evacuaram a zona vermelha", disse também Mullin. 

 Pelo menos quatro navios de cruzeiro Royal Caribbean e Carnival foram desviados para a área para recolher os deslocados. 

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