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Caem os homens do presidente mas Trump continua em pé
Mundo 2 min. 30.08.2018 Do nosso arquivo online

Caem os homens do presidente mas Trump continua em pé

Caem os homens do presidente mas Trump continua em pé

Foto: AFP
Mundo 2 min. 30.08.2018 Do nosso arquivo online

Caem os homens do presidente mas Trump continua em pé

Apesar de todos os casos na justiça, Donald Trump está seguro pela maioria republicana no senado e na câmara dos representantes. Mesmo que o provem culpado, não o podem condenar em tribunal.

No dia 21 de agosto, o advogado de Donald Trump, Michael Cohen, reconheceu ter cometido infrações à lei do financiamento eleitoral ao pagar a duas mulheres a pedido do seu cliente, na altura candidato presidencial, para que elas não divulgassem ter tido relações sexuais com o milionário nova-iorquino. No mesmo dia, outro colaborador próximo de Trump, Paul Manafort, que dirigiu a campanha do atual presidente, era considerado culpado, por um tribunal da Virgínia, de fraude bancária e fraude fiscal. O antigo diretor de campanha reconheceu-se culpado de oito acusações.

Já a admissão de culpabilidade de Cohen, do advogado de Trump, mais conhecido pela sua bravata de que de bom grado levaria com uma bala destinada ao presidente se fosse necessário protegê-lo, foi uma surpresa. Os apoiantes do presidente esperavam que a investigação se concentrasse em outros negócios do advogado que explora uma companhia de táxis em Nova Iorque. Ao reconhecer ter pago centenas de milhares de dólares a duas mulheres (130 mil a Stormy Daniels, atriz de cinema pornográfico, e 150 mil dólares a Karen McDougal, ex-modelo da Playboy a “pedido de Trump” e com a “intenção de influenciar as eleições” presidenciais, Cohen admitiu o crime de “financiamento ilegal de campanha”. No acordo judicial, reduziu uma pena de prisão que poderia ser de dezenas de anos a uma condenação que não deve ultrapassar os três anos.

Donald Trump acusa o seu ministro da Justiça, nos EUA figura exercida pelo procurador-geral, Jeff Sessions, de ser conivente com as alegadas conspirações da oposição nos tribunais: “Os democratas são todo poderosos na Justiça (…) Jeff Sessions nunca conseguiu realmente controlar o seu ministério, é horrível”, escreveu Donald Trump no Twitter.

Segundo a CBS, Michael Cohen fez saber que estaria pronto a testemunhar, perante o procurador especial Robert Mueller, que Donald Trump tinha conhecimento das reuniões entre o seu filho e um advogado russo, realizadas na Torre Trump, em junho de 2016. Assim desmentia o presidente, pois este garante não ter sabido de nada.

Manafort, seu antigo diretor e campanha, também pode ser persuadido a revelar algumas relações comprometedoras. Por exemplo com empresários russos, que poderiam implicar o presidente na trama de Moscovo para influenciar as eleições presidenciais dos Estados Unidos, tema investigado por Mueller.

De qualquer forma, com a interpretação de que o presidente não pode ser julgado enquanto estiver no cargo, e com a maioria dos republicanos na câmara dos representantes e no senado, é pouco provável que haja um julgamento ou um ’impeachement’ que afastem Trump. O que o atual locatário da Casa Branca mais pode temer é o desgaste que os casos podem provocar nas eleições intercalares de novembro, as quais vão renovar toda a câmara dos representantes e um terço do senado.

Nuno Ramos de Almeida

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