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Bruxelas quer prolongar interdição de entradas na UE até 15 de maio
Mundo 3 min. 08.04.2020 Do nosso arquivo online

Bruxelas quer prolongar interdição de entradas na UE até 15 de maio

Bruxelas quer prolongar interdição de entradas na UE até 15 de maio

AFP
Mundo 3 min. 08.04.2020 Do nosso arquivo online

Bruxelas quer prolongar interdição de entradas na UE até 15 de maio

Lusa
Lusa
UE vai manter fronteiras fechadas a viagens "não essenciais" para controlar propagação do surto.

A Comissão Europeia convidou os Estados-membros a prolongarem até 15 de maio a interdição de entradas "não essenciais" em território europeu, adotada em meados de março como forma de prevenir a propagação da pandemia covid-19.

De acordo com o executivo comunitário, "a experiência dos Estados-membros e outros países expostos à pandemia mostra que as medidas aplicadas para combater a propagação do vírus requerem mais de 30 dias para serem eficazes", razão pela qual recomenda aos 27 que prolonguem a restrição, inicialmente prevista para durar um mês, até meados do corrente mês de abril.

A Comissão Europeia apela também a uma abordagem coordenada nesta matéria, atendendo a que "ações nas fronteiras externas só são eficientes se implementadas por todos os países da UE e de Schengen [o espaço de livre circulação] em todas as fronteiras, com a mesma data-limite e de uma maneira uniforme".

Bruxelas especifica que as restrições de viagens se aplicam a todos os (22) Estados-membros da UE que fazem parte do espaço Schengen, mas também a Bulgária, Croácia, Chipre e Roménia, assim como aos quatro países associados de Schengen, nomeadamente Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, num total de 30 Estados (a Irlanda tem uma derrogação).

"A avaliação que a Comissão faz da atual situação aponta para um contínuo aumento do número de novos casos e mortes na UE, assim como para a progressão da pandemia fora da UE, incluindo em países a partir dos quais habitualmente milhões de pessoas viajam para a UE todos os anos. Neste contexto, o prolongamento da restrição de viagens é necessário para reduzir o risco de a doença se propagar ainda mais", lê-se num comunicado divulgado pelo executivo comunitário.

Bruxelas lembra que, de acordo com o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças, o risco de aumento da transmissão local é "moderado" se forem implementadas as medidas adequadas de mitigação, mas "muito elevado" em caso contrário.

A Comissão aponta que, "desde que a restrição de viagens foi implementada na segunda quinzena de março, o tráfego aéreo de passageiros foi reduzido a praticamente zero, com os voos que restam a serem basicamente limitados ao transporte de mercadorias e repatriamentos".

"Qualquer eventual prolongamento adicional da restrição de viagens além de 15 de maio terá de ser novamente avaliado, com base na evolução da situação epidemiológica", acrescenta o executivo comunitário.

Em 17 de março passado, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, reunidos em videoconferência, acordaram a interdição de entradas "não essenciais" em território europeu por 30 dias, proposta no dia anterior pela Comissão Europeia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 735 mil infetados e mais de 57 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 17.127 óbitos em 135.586 casos confirmados até terça-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 14.555 mortos, entre 146.690 casos de infeção confirmados até quarta-feira, enquanto os Estados Unidos, com 12.910 mortos, são o que contabiliza mais infetados (399.929).

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