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Bruxelas: NATO responsabiliza Governo sírio por ataque com armas químicas
Mundo 07.04.2017 Do nosso arquivo online

Bruxelas: NATO responsabiliza Governo sírio por ataque com armas químicas

Bruxelas: NATO responsabiliza Governo sírio por ataque com armas químicas

Mundo 07.04.2017 Do nosso arquivo online

Bruxelas: NATO responsabiliza Governo sírio por ataque com armas químicas

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse hoje que "o regime sírio tem a responsabilidade total" pelo ataque químico de terça-feira e considerou que "qualquer uso de armas químicas é inaceitável e não pode ser ignorado".

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse hoje que "o regime sírio tem a responsabilidade total" pelo ataque químico de terça-feira e considerou que "qualquer uso de armas químicas é inaceitável e não pode ser ignorado".

"O regime sírio tem a total responsabilidade por este desenvolvimento; a Síria tem consistentemente condenado o contínuo uso de armas químicas pela Síria, numa clara violação das normas e acordos internacionais", lê-se num comunicado hoje divulgado, que dá ainda conta de que "qualquer uso de armas químicas é inaceitável, não pode ser ignorado, e os responsáveis têm de ser responsabilizados".

"No seguimento dos ataques químicos horrendos desta semana em Khan Cheikhun, que mataram dezenas de pessoas, incluindo muitas crianças, os Estados Unidos lançaram um ataque contra a base de Shayrat, na Síria",

A NATO considera que o uso de armas químicas é "uma ameaça à paz internacional e à segurança", e apoia todos os esforços internacionais "que visem atingir a paz e uma solução política na Síria".

Pelo menos 86 pessoas morreram na terça-feira na localidade Khan Cheikhun, na província rebelde de Idleb, no noroeste da Síria.

As autoridades de Damasco reconheceram ter realizado o bombardeamento contra a localidade, mas negaram categoricamente ter usado armas químicas.

Na versão do regime de Bashar al-Assad, o ataque atingiu um depósito de armas químicas da Frente Al-Nosra, contrabandeadas para a província de Idleb a partir da fronteira com o Iraque e a Turquia, e que foram escondidas em zonas residenciais de Khan Cheikhun.

A ONU confirmou que pelo menos 70 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH, oposição), com sede em Londres, elevou o número de mortos para 86 e a Defesa Civil Síria, também conhecidos como "Capacetes Brancos", fala em mais de 300 feridos.

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