Escolha as suas informações

Bruxelas acredita que Rússia quer deixar ucranianos morrer à fome
Mundo 2 min. 23.03.2022 Do nosso arquivo online
Invasão russa

Bruxelas acredita que Rússia quer deixar ucranianos morrer à fome

“A escassez de alimentos nas cidades e os milhões de refugiados e deslocados exigem que seja mandada ajuda alimentar urgente para a Ucrânia", refere um relatório da ONU.
Invasão russa

Bruxelas acredita que Rússia quer deixar ucranianos morrer à fome

“A escassez de alimentos nas cidades e os milhões de refugiados e deslocados exigem que seja mandada ajuda alimentar urgente para a Ucrânia", refere um relatório da ONU.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 23.03.2022 Do nosso arquivo online
Invasão russa

Bruxelas acredita que Rússia quer deixar ucranianos morrer à fome

Lusa
Lusa
"É um método semelhante ao usado na década de 1930 pelos soviéticos na Ucrânia e no Cazaquistão, onde milhões de pessoas morreram à fome", disse disse hoje o responsável europeu pela Agricultura, Janusz Wojciechowski.

A Comissão Europeia (CE) acredita que a Rússia está a atacar deliberadamente as reservas de alimentos da Ucrânia para deixar a população do país à fome, disse hoje o responsável europeu pela Agricultura, Janusz Wojciechowski.

“É um método semelhante ao usado na década de 1930 pelos soviéticos na Ucrânia e no Cazaquistão, onde milhões de pessoas morreram à fome”, disse o comissário, em conferência de imprensa, no âmbito da apresentação de um relatório que propõe medidas para salvaguardar a segurança alimentar, em risco devido à guerra na Ucrânia, e reforçar os sistemas alimentares na União Europeia (UE).

Segundo o comissário, de nacionalidade polaca, os membros do Governo ucraniano com quem os 27 têm mantido contactos nos últimos dias relataram “muitos casos de ataques deliberados a infraestruturas agrícolas”, o que, segundo considerou, pode ser interpretado como vontade “de criar fome como método de agressão”.

 18 milhões de pessoas no país serão afetadas por insegurança alimentar  

A ONU estima que até 18 milhões de pessoas na Ucrânia serão afetadas por essa insegurança alimentar, incluindo cerca de 6,7 milhões de deslocados internos.

“A escassez de alimentos nas cidades e os milhões de refugiados e deslocados exigem que seja mandada ajuda alimentar urgente para a Ucrânia", refere o relatório, indicando que organizações humanitárias e outros atores, incluindo o Programa Alimentar Mundial, estão a fornecer assistência e querem aumentar as operações.

Por seu lado, a UE está a mobilizar ajuda através dos seus mecanismos humanitários e de proteção civil.

Até agora, a ajuda humanitária da UE já lançada ascende a 93 milhões de euros, direcionados para a Ucrânia e a Moldova, incluindo ajuda alimentar e apoio às necessidades básicas.

Embora tenha garantido que a disponibilidade de alimentos não está em causa na UE, a Comissão Europeia admitiu que haverá aumentos dos preços e defendeu que a situação “realça a necessidade de a agricultura e as cadeias de abastecimento alimentar da UE se tornarem mais resilientes e sustentáveis”.

 Bruxelas propôs ainda que os 27 avancem com taxas reduzidas de IVA 

Por outro lado, e a fim de garantir segurança alimentar global, perante problemas de fornecimento e aumento de preços em regiões como a Ucrânia, África e o Médio Oriente, a CE pediu que se evitem restrições às exportações de alimentos da UE.

Tanto a Ucrânia como a Rússia são importantes fornecedores dos mercados mundiais, especialmente de cereais e óleos vegetais, como trigo, cevada e milho, sendo que Kiev é também responsável por mais de 50% do comércio mundial de óleo de girassol e um importante fornecedor de ração para a UE.

Bruxelas propôs ainda que os Estados-membros da UE avancem com taxas reduzidas de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) para “melhorar a acessibilidade dos alimentos” e que incentivem a contenção dos preços.

O Contacto tem uma nova aplicação móvel de notícias. Descarregue aqui para Android e iOS. Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

O bloqueio russo à saída de cereais da Ucrânia pode provocar uma fome à escala mundial, sobretudo em África. A UE, os EUA e as Nações Unidas pedem à Rússia para permitir corredores de transporte para outros portos europeus. “Entrámos na era da diplomacia alimentar”, disse o chefe das Relações Externas da UE.
Em 2021, a Rússia e a Ucrânia estavam entre os maiores exportadores de cereais e sementes de girassol.