Escolha as suas informações

Brexit. May quer continuar negociações

Brexit. May quer continuar negociações

Foto: AFP
Mundo 2 min. 21.01.2019

Brexit. May quer continuar negociações

Primeira-ministra assegura que todos vão ser ouvidos antes de voltar a Bruxelas com o chamado plano B, mas rejeita um segundo referendo ou a extensão do artigo 50. No dia 29 serão votadas só as emendas à moção do Governo. Votação final do plano B só em fevereiro.

A primeira-ministra britânica Theresa May voltou hoje ao Parlamento por causa do Brexit e insistiu no compromisso de levar em conta todas as opiniões antes de voltar a Bruxelas com o chamado plano B. No entanto, recusou um segundo referendo ou a extensão do artigo 50 como muitos têm sugerido. No dia 29 serão votadas só as emendas à moção do Governo e a votação final do plano B só acontecerá em fevereiro.

"Uma outra votação sobre o Brexit iria minar a confiança no mundo da política" e, sendo adiada a aplicação do artigo 50, isso "minaria a coesão social e causaria danos à democracia britânica". E sublinhou: "O nosso dever é aplicar a decisão do primeiro referendo".

"É responsabilidade do Governo negociar, mas também é minha responsabilidade ouvir toda a gente", afirmou. Entretanto, aprovou uma das exigências apresentadas pela Comissão Europeia: a revogação de uma taxa de 73 euros (65 libras) aplicada aos cidadãos da União Europeia que pretendam viver no Reino Unido após o Brexit.

Em relação ao 'backstop', isto é, a saída para impedir que exista fronteira física entre Irlanda e Irlanda do Norte, um dos pontos que mais controvérsia e votos negativos justificaram no Parlamento, a primeira-ministra indicou que irá "considerar como pode cumprir-se com as obrigações do povo da Irlanda do Norte e da Irlanda de modo a obter o maior apoio possível da Câmara dos Comuns", entregando em seguida as respetivas conclusões a Bruxelas. 

O líder dos Trabalhistas, Jeremy Corbyn, insistiu nas críticas. "A primeira-ministra continua em negação sobre a dimensão da sua derrota na semana passada", afirmou, referindo-se ao pior desaire de um Governo britânico no Parlamento quando o acordo com Bruxelas foi rejeitado por 432 votos contra e 202 a favor. Além disso, anunciou que os Trabalhistas vão apresentar uma emenda para que o cenário de não-acordo seja excluído de qualquer possibilidade.

Recorde-se que, depois da derrota histórica do acordo, May enfrentou mesmo uma moção de censura que acabou por ser chumbada. As reações europeias ao chumbo do acordo foram de preocupação, como no caso de Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, mas também de que tudo dependia dos britânicos, como afirmou Emmanuel Macron, ou de que ainda havia tempo para negociar, segundo Angela Merkel.


Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.


Notícias relacionadas