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Brasil. “Tsunami da educação” leva um milhão às ruas
Mundo 2 min. 17.05.2019

Brasil. “Tsunami da educação” leva um milhão às ruas

Brasil. “Tsunami da educação” leva um milhão às ruas

Foto: AFP
Mundo 2 min. 17.05.2019

Brasil. “Tsunami da educação” leva um milhão às ruas

Manifestantes contestam cortes de mais de 30% nas despesas da educação. O Presidente Bolsonaro respondeu aos manifestantes, nos EUA, dizendo que eram "imbecis".

“Fui enganada. A vida toda me disseram que a educação não era para mim porque sou preta e pobre. Vim mostrar que a universidade também é minha”, afirmou Dayane Ferreira Reis, ao El País, enquanto pintava o nome da instituição no rosto de um colega em São Paulo. Foi uma dos muitos que se manifestaram, esta semana, em cerca de 220 cidades nos 26 Estados brasileiros contra o corte anunciado pelo governo de 30% no financiamento da educação.


Estiveram nas ruas cerca de um milhão de pessoas de acordo com números da Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE). Os principais protestos decorreram em São Paulo e no Rio de Janeiro naquela que já é considerada por muitos a primeira grande contestação a Bolsonaro que tomou posse em janeiro.



A União Nacional dos Estudantes (UNE) decidiu, entretanto, convocar novas manifestações para dia 30 deste mês. "É o início do gosto amargo que o Bolsonaro vai sentir", afirmou a presidente da organização, Marianna Dias, à Folha de São Paulo. Entrevistada pelo jornal, acrescentou que é preciso “mostrar a Bolsonaro e ao Brasil a força dos estudantes e do povo".


“Idiotas”

No Texas, nos Estados Unidos, onde está de visita, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, criticou os manifestantes: “São uns idiotas úteis, uns imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais no Brasil".

No último dia de abril, Abraham Weintraub, ministro da Educação, anunciou cortes de 30% em todos os níveis de ensino. Nas universidades federais, o governo vai bloquear também 30% do orçamento previsto para pagamento de “dívidas não obrigatórias” que incluem trabalhadores externos, obras nos edifícios, compra de equipamentos, água, luz e internet e que já obrigou à suspensão do pagamento de bolsas de mestrado e doutoramento. 


Em entrevista ao Estado de São Paulo, Abraham Weintraub ameaçou também com cortes no financiamento aos estabelecimentos de ensino que promovessem “bagunça”. Sendo sobretudo visados, nessa ameaça, as universidades que lecionam ciências sociais. 


 De acordo com a Lusa, o governante afirmou que houve uma queda nas receitas de impostos no primeiro trimestre deste ano, devido ao mau comportamento da economia, facto que obrigou o Ministério da Economia a congelar as despesas de todos os outros ministérios.


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