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Brasil deve ser membro permanente no Conselho de Segurança da ONU
Mundo 02.11.2016 Do nosso arquivo online
António Costa defende

Brasil deve ser membro permanente no Conselho de Segurança da ONU

O primeiro-ministro português António Costa e o Presidente do Brasil, Michel Temer
António Costa defende

Brasil deve ser membro permanente no Conselho de Segurança da ONU

O primeiro-ministro português António Costa e o Presidente do Brasil, Michel Temer
REUTERS
Mundo 02.11.2016 Do nosso arquivo online
António Costa defende

Brasil deve ser membro permanente no Conselho de Segurança da ONU

O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu terça-feira, em Brasília, que "na realidade do mundo de hoje não pode haver um Conselho de Segurança [da Organização das Nações Unidas] onde o Brasil não seja membro permanente".

O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu terça-feira, em Brasília, que "na realidade do mundo de hoje não pode haver um Conselho de Segurança [da Organização das Nações Unidas] onde o Brasil não seja membro permanente".

A ideia foi defendida pelo chefe do Governo num jantar em sua homenagem oferecido pelo Presidente brasileiro, Michel Temer, no Ministério das Relações Exteriores, após a XII cimeira luso-brasileira.

As palavras foram acolhidas com aplausos, numa sala com cem pessoas presentes.

António Costa considerou que esse assento permanente é "uma das boas formas" para prosseguir com a reforma da ONU, acrescentando que é preciso "um novo Conselho de Segurança que corresponda àquilo que é a realidade do mundo de hoje", que "já não é mais a realidade do pós-guerra".

Para o primeiro-ministro, o processo "aberto, transparente e participado" que levou à eleição de António Guterres para futuro secretário-geral da ONU "foi talvez a primeira marca da reforma" da organização internacional.

Na declaração final da cimeira luso-brasileira, lê-se que "os dois governantes reafirmaram a necessidade de avançar na reforma das Nações Unidas, em particular do seu Conselho de Segurança, com vista a reforçar a sua representatividade, legitimidade e eficácia, por meio da incorporação de novos membros permanentes e não permanentes e do melhoramento dos métodos de trabalho do órgão".

Além disso, no jantar, o chefe do Executivo sublinhou que é preciso "transformar a nossa língua portuguesa em língua de trabalho das Nações Unidas".

Na XI Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu segunda e terça-feira em Brasília, foi aprovada uma proposta para que o português seja uma língua oficial nas Nações Unidas.

António Costa considerou que um "excelente exemplo" da cooperação entre Portugal e o Brasil foi a eleição do primeiro secretário-geral da ONU do espaço lusófono.

"Esta prioridade do Presidente Temer às relações com os países de língua portuguesa e à relação com Portugal é muito significativa", opinou.

Antes, Michel Temer sublinhou: "a nossa parceria é baseada na história da cultura e do idioma, mas é na verdade uma parceria viva".

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