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Ucrânia disponível para receber empresas que saiam da Rússia, diz Zelensky
Mundo 5 min. 23.05.2022
Guerra na Ucrânia

Ucrânia disponível para receber empresas que saiam da Rússia, diz Zelensky

Zelensky discursa em Davos
Guerra na Ucrânia

Ucrânia disponível para receber empresas que saiam da Rússia, diz Zelensky

Zelensky discursa em Davos
Foto: AFP
Mundo 5 min. 23.05.2022
Guerra na Ucrânia

Ucrânia disponível para receber empresas que saiam da Rússia, diz Zelensky

Redação
Redação
Os últimos acontecimentos relacionados com a guerra na Ucrânia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, reforçou, esta segunda-feira, em Davos, o seu apelo ao embargo ao petróleo russo e disse que não deveria haver exceções nas sanções ao sector bancário do país. 

A reunião anual do Fórum Económico Mundial começou na segunda-feira na estância de esqui suíça de Davos, após um hiato de dois anos devido à pandemia, embora com menos nomes importantes de Wall Street e da política. 

Mas ainda há muito a discutir dada a guerra na Ucrânia, incluindo a inflação desenfreada, os riscos de escassez de alimentos e as alterações climáticas, refere a AFP. 

 Zelensky pede isolamento russo e diz que Ucrânia pode receber empresas

Num discurso em vídeo, Zelensky também apelou à comunidade internacional para estabelecer um precedente para dissuadir o Kremlin agora, bem como para prevenir futuras agressões. 

"Se a força bruta dominar, então não há necessidade de se reunirem em Davos", afirmou no discurso de abertura do fórum. 

"A força bruta não discute, mata", afirmou, dizendo que a Ucrânia está disponível para receber as empresas que deixam a Rússia. "Terá acesso não só a um mercado de 40 milhões de consumidores mas também ao mercado da UE", disse o presidente ucraniano, citado pela AFP, referindo-se ao acordo comercial do seu país com o bloco comunitário.

Bombardeamentos russos causaram cinco mortos e 11 feridos em Donetsk

Esta segunda-feira, as autoridades da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, anunciaram que cinco civis morreram e 11 ficaram feridos, no domingo, na sequência de bombardeamentos russos.

"Os russos mataram cinco civis na região de Donetsk: dois em Lyman, um em Dachne, um em Klynove e um em Avdivka. Onze outras pessoas ficaram feridas", disse o chefe do governo da região de Donetsk, Pavlo Kirilenko, na plataforma Telegram.


Refugiadas ucranianas chegam de autocarro a Saint-Pierre-de-Chandieu, em França, em março de 2022.
Guerra impulsiona recorde de deslocados para 100 milhões de pessoas
Número "gritante" é equivalente ao dos habitantes do 14º país mais populoso do mundo, alertam as Nações Unidas.

De acordo com a agência de notícias ucraniana Ukrinform, uma pessoa ficou ferida em Bakhmut, na região de Lugansk, tendo recebido assistência médica.

Pelo menos 412 civis foram mortos e 1.140 ficaram feridos na região de Donetsk, desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro.

Também esta segunda-feira, foram ouvidas explosões em Korosten, cerca de 160 quilómetros a oeste de Kiev, disse a autarquia da cidade. Foi o terceiro dia consecutivo de aparentes ataques no distrito de Zhytomyr, avançaram agências de notícias ucranianas.

Em Enerhodar, cidade controlada pela Rússia, a 281 quilómetros a noroeste de Mariupol, uma explosão no domingo atingiu a residência do autarca nomeado por Moscovo, referiram agências de notícias ucranianas e russas.

A agência de notícias ucraniana Unian disse que uma bomba colocada por "resistentes locais" feriu Andrei Shevchuk, de 48 anos, que mora perto da central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa.

Forças russas iniciaram operação de desminagem na fábrica Azovstal  

Em Mariupol, as equipas de sapadores de engenharia militar estão a levar a cabo operações de desminagem do extenso perímetro da fábrica Azovstal, disse hoje o Ministério da Defesa da Rússia. 

As instalações da metalúrgica Azovstal, com mais de 11 quilómetros quadrados, foi o último bastião dos combatentes ucranianos na cidade portuária de Mariupol. 

Segundo o Ministério da Defesa de Moscovo foram neutralizados "mais de uma centena de artefactos" (não especificados) que se encontravam na fábrica, após a retirada das forças ucranianas. A Rússia anunciou no passado dia 20 de maio a "completa rendição" dos defensores de Azovstal. 

 Nessa altura, os últimos combatentes (531 ucranianos) que se encontravam nos subterrâneos da instalação fabril há quase dois meses entregaram-se às tropas russas. No total, de acordo com Moscovo, durante a semana passada entregaram-se 2.439 combatentes ucranianos, na maioria membros do batalhão ultranacionalista Azov, que integra o Exército regular de Kiev. 

Os separatistas pró-russos de Donetsk anunciaram anteriormente planos para a destruição da fábrica que foi construída durante o regime soviético.

O atual proprietário da Azovstal é o magnata ucraniano Rinat Ajmetov. Durante o último fim de semana, as autoridades russas sugeriram a possibilidade da troca de combatentes que se encontravam na fábrica pelo político da oposição ucraniano próximo do Kremlin, Viktor Medvedchuk, preso em Kiev, mas a opção já foi descartada. 

Nova lei dará a ucranianos na Polónia "mesmas oportunidades", diz Zelensky

No domingo, o presidente da Ucrânia anunciou, no domingo, que o governo da Polónia está a preparar uma proposta de lei que dará aos ucranianos residentes na Polónia os mesmo direitos que os polacos.

A lei dará aos ucranianos que "residem temporariamente" na Polónia "as mesmas oportunidades que os polacos", disse Volodymyr Zelensky, num discurso.


Zelensky e a mulher conseguiram ver-se graças a uma entrevista na televisão
“Um encontro na televisão”, brincou ontem o presidente ucraniano numa rara entrevista conjunta com Olenka Zelesnka. O casal esteve sem se encontrar durante dois meses e meio, durante a guerra.

A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia em 24 de fevereiro já causou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas das suas casas, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Mais de seis milhões fugiram para os países vizinhos, com a grande maioria a dirigir-se para a Polónia.

No dia em que o Presidente polaco, Andrzej Duda, visitou Kiev, Zelensky disse ainda que o país vai introduzir um controlo aduaneiro conjunto com a Polónia.

"Isso acelerará significativamente os procedimentos de fronteira. Eliminará a maioria dos riscos de corrupção. Mas também é o início da nossa integração na área aduaneira comum da União Europeia. É um processo verdadeiramente histórico", disse Zelensky.

Numa conferência de imprensa conjunta com Duda, o Presidente ucraniano reiterou a esperança de que, em junho, a Ucrânia obtenha o estatuto de candidato à UE. "Pessoalmente, não descansarei até que a Ucrânia passe a ser membro da União Europeia", afirmou Andrzej Duda.

Mais tarde, em conferência de imprensa, o chefe de Estado polaco pediu aos líderes da UE e destacou o grande significado psicológico e político de conceder à Ucrânia o estatuto de candidato na reunião do Conselho Europeu, que se realiza em final de junho.

(Com Lusa)

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