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Bombardeamentos intensificam-se e atingem cada vez mais civis
Mundo 5 min. 02.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra

Bombardeamentos intensificam-se e atingem cada vez mais civis

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Bombardeamentos intensificam-se e atingem cada vez mais civis

Foto: AFP
Mundo 5 min. 02.03.2022 Do nosso arquivo online
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Bombardeamentos intensificam-se e atingem cada vez mais civis

Redação
Redação
Kharkiv, a segunda cidade da Ucrânia, foi duramente atingida por bombardeamentos russos, de acordo com as autoridades do país, que contabilizaram mais de duas dezenas de mortes e centenas de feridos.

Um míssil de cruzeiro russo terá atingido esta manhã, um edifício do conselho municipal de Kharkiv, avançam as autoridades ucranianas. 

De acordo com o vice-governador da região, Roman Semenukha, citado pela Aljazeera, as forças russas dispararam um míssil de cruzeiro contra o edifício da câmara municipal de Kharkiv.

A Rússia intensificou esta noite a sua ofensiva na Ucrânia, visando Kiev, a capital do país, e Kharkiv, a segunda maior cidade, onde os bombardeamentos atingiram edifícios públicos e causaram pelo menos mais de duas dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo as autoridades ucranianas.


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A diretiva comunitária sobre proteção temporária no caso de afluxo maciço de pessoas deslocadas está em vigor desde há mais de 20 anos, mas nunca foi ativada.

Na terça-feira, ao sexto dia da invasão russa da Ucrânia, as forças russas lançaram um ataque aéreo sobre a praça central de Kharkiv, cidade com 1,4 milhões de pessoas, perto da fronteira com a Rússia, segundo afirmou o governador da cidade Oleg Sinegubov, citado pela agência Bloomberg, num vídeo no Telegram que mostra a explosão.

O governador de Kharkiv disse que os bombardeamentos russos em vários locais, não apenas governamentais e alguns residenciais, tinham matado pelo menos 21 pessoas e ferido 112. "Os incêndios devidos aos ataques aéreos ainda estão a ser apagados, as bombas estão a ser detonadas", afirmou. A Rússia continua a afirmar ter como alvo apenas infraestruturas militares.

A ONG Human Rights Watch disse ter registado um ataque usando uma bomba de fragmentação junto a um hospital no leste da Ucrânia nos últimos dias. Moradores também relataram o uso destas armas em Kharkiv e na aldeia de Kiyanka, embora não tenha havido confirmação independente.

O Kremlin negou que tenha usado tais armas. Mas caso o seu uso se confirme, representaria um novo nível de brutalidade na guerra, que poderia comprometer a nova ronda de negociações e isolar a Rússia ainda mais.

Segundo as autoridades ucranianas, os militares russos já terão entrado na cidade e edifícios residenciais continuam a ser atingidos por mísseis, tendo mais quatro pessoas morrido esta manhã.

Em Kiev, a capital, que continua cercada por colunas militares russas, uma torre de televisão foi atingida por um ataque russo, na terça-feira durante a tarde, interrompendo a emissão, segundo informou o Ministério do Interior.


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Cinco pessoas morrreram no ataque. O governo ucraniano diz que a explosão foi resultado de um ataque das forças russas. O Ministério do Interior adiantou que alguns equipamentos foram danificados e que "os canais não funcionarão por algum tempo".

A probabilidade de um grande ataque à capital, com três milhões de habitantes tem aumentado a cada hora que passa. Imagens de satélite, divulgadas na segunda-feira à noite pela empresa norte-americana Maxar, mostravam uma coluna militar de 64 quilómetros de centenas de tanques russos e outros veículos a avançar em direção à capital ucraniana.

Na terça-feira, ao início da tarde, os militares russos apelaram aos civis de Kiev que vivem perto de infraestruturas de serviços de segurança ucranianos para evacuarem esses lugares, dizendo que iam atacar para travar "ciberataques contra a Rússia".


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A medida foi aprovada esta quarta-feira e tomada em coordenação com parceiros internacionais. Para já, exclui sete bancos russos do sistema internacional de troca de informação financeira SWIFT.

No centro da cidade, os residentes que não fugiram ergueram barricadas e cavaram trincheiras nos últimos dias, segundo a agência France Press.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou os recentes ataques russos, que atingiram civis, em Kharkiv, como "um crime de guerra" e sublinhou que a defesa de Kiev é neste momento "a prioridade".

Kherson: Ainda não é claro se cidade foi tomada ou não pelas forças invasoras

A cidade costeira do sul do país, Kherson, também foi palco de confrontos nas últimas 24 horas. O exército russo terá controlado as entradas mais a oeste, de acordo com o seu autarca, Igor Kolikhayev e vídeos de residentes nas redes sociais mostram soldados russos na localidade.

No entanto, segundo o Financial Times, ainda não é claro se a cidade já foi tomada ou não pelas forças invasoras. O ministério da defesa russo disse que tinha capturado a cidade, enquanto o presidente da câmara afirmou que esta permanecia sob controlo ucraniano, admitindo, porém, que as forças russas tinham controlado a estação ferroviária, o porto fluvial e o acesso ao Mar Negro. 

De acordo com a Aljazeera, Oleksiy Arestovych, conselheiro do presidente da Ucrânia, disse que há combates nas ruas da cidade em curso. "A cidade não caiu, o nosso lado continua a defender", afirmou.

As forças russas intensificaram também a ofensiva noutras cidades do país, incluindo nos portos estratégicos de Odesa e Mariupol, no sul, uma das primeiras cidades a ser tomada pela ofensiva militar decidida há sete dias, por Vladimir Putin.


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No porto de Mariupol, as tropas russas "atingiram todos os bairros da cidade", disse o governador, falando de 21 feridos e em vários mortos, não especificando números.

Imagens de vídeo publicadas no canal Ukraina: operacional na rede Telegram  mostram várias casas em chamas em Zhytomyr, situada a oeste de Kiev, após um alegado ataque com rockets.

As primeiras conversações, segunda-feira, entre delegações da Ucrânia e da Rússia não travaram os combates, embora as duas partes tenham concordado com outra reunião.


Após a primeira reunião, Zelensky lamentou que os ataques russos não tenham parado durante as negociações de cinco horas.
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Após a primeira reunião, Zelensky lamentou que os ataques russos não tenham parado durante as negociações de cinco horas.

Mais de meio milhão de pessoas fugiram do país desde o início da ofensiva, na madrugada de quinta-feira, segundo o gabinete das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que tem também o registo da morte de 136 civis, mas admite que os números podem ser muito superiores.

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, considerou que os bombardeamentos russos em Kharkiv, na Ucrânia, "violam as leis da guerra". 

O Alto Representante para a Política Externa da UE reitera ainda que os 27 Estados-membros se mantêm "inabaláveis ao lado da Ucrânia nestes momentos dramáticos".

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades. De acordo com os serviços de emergência ucranianos já terão morrido mais de 2000 civis, tendo sido atingidas infraestruturas de transporte, hospitais, infantários e lares.

(Com agências)

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